No mesmo meeting, Sofia Lavreshina bateu o recorde nacional dos 400 metros em pista curta, que melhorou para 52,07 segundos, sendo a terceira vez que o consegue nas últimas semanas.
Agate Sousa, nascida em São Tomé e Príncipe há 25 anos, e atleta portuguesa desde maio de 2024, salta para a liderança mundial ao superar por dois centímetros a colombiana Natalia Linares.
A saltadora confirma largamente a qualificação direta para os Mundiais de Torun, fixada em 6,75 - já tinha marca desde 25 de janeiro, quando saltou 6,84 no meeting Moniz Pereira, a última competição disputada na Expocentro em Pombal, antes de o pavilhão ficar inutilisado.
Como portuguesa, tem como momentos mais altos na carreira o bronze nos Europeus de Roma, em 2024, e o sexto lugar nos Mundiais de Tóquio, no verão passado.
Em grande forma, também, está Sofia Lavreshina, na primeira época totalmente dedicada ao atletismo. Foi a primeira classificada na final B, terceira no conjunto das duas corridas, dando clara indicação de ter capacidade para fazer ainda melhor.
O anterior recorde da velocista natural de Pombal era de 52,19 e foi corrido em 31 de janeiro, em Glasgow, no EAP Indoor International. Na semana anterior, correra as duas voltas à pista em Sabadell, Espanha, em 52,42 segundos, melhorando então em um centésimo de segundo a anterior melhor marca nacional (52,43), alcançada por Cátia Azevedo, em 2024.
Lavreshina aproxima-se dos 51,75 segundos de qualificação direta para os Mundiais ‘indoor’ Torun2026, a disputar entre 20 e 22 de março. No ranking atual, seria uma das repescadas por marca.
José Carlos Pinto correu em Madrid nos 3.000 metros e foi quarto classificado - e melhor europeu - com 7.40,87 minutos, um registo que lhe permite subir a terceiro português de sempre, atrás do atual recordista, Isaac Nader, e do anterior, Rui Silva.
Patrícia Silva ficou fora do objetivo pretendido e foi oitava nos 1.500 metros, com 4.08,83 minutos, quando procurava os 4.06,00 de apuramento para Torun.
Com um registo pessoal de 4.08,35 esta época, ainda é 22.ª no ranking de acesso aos Mundiais, a que vão 30 atletas.
Único velocista luso presente em Madrid, David Landim foi quarto na série 2 dos 60 metros, que correu em 6,72 segundos, a um décimo do seu recorde pessoal.
Os 6,62 que tem como melhor registo (quarto luso de sempre) ainda o colocam em posição de apuramento para Torun.
