O encontro pelo quinto lugar no Euro-2026 em Herning, Dinamarca, que terminou em desilusão para a Suécia, ao concederem um golo no último segundo e perderem por 36-35 frente a Portugal, foi o último jogo de Palicka ao serviço da seleção, ao fim de 17 anos de carreira internacional.
O seu último momento como jogador da Suécia foi assistir do banco ao seu colega Mikael Appelgren não conseguir travar o remate decisivo de Martim Costa, mas esse instante será rapidamente esquecido quando se recorda uma carreira em que conquistou quatro grandes medalhas, incluindo o ouro no Euro-2022.
O que ficará na memória é o conjunto de exibições decisivas de um jogador que superou inúmeras lesões, incluindo uma recuperação contra o tempo para estar apto para este torneio.
O seu último jogo em solo sueco também ficará para a história, já que Palicka registou uma taxa de defesas de 50% e foi eleito o Melhor em Campo na vitória da Suécia sobre a Suíça.
"Terminar com um campeonato em casa, perante os adeptos, aos 39 anos. Se alguém me dissesse isso quando era miúdo, nunca acreditaria que fosse possível", afirmou à televisão sueca.
Nascido em Lund, estreou-se pela Suécia em 2007 e vestiu a camisola sueca quase 200 vezes. Certamente teria somado ainda mais internacionalizações se não tivesse estado dois anos afastado devido a um problema na coxa no início da carreira.
"É nas adversidades que nascem os meus sucessos. Encontrei muita motivação nos momentos difíceis da vida e nunca desisti. Quero ser recordado como alguém que deu sempre tudo pela camisola e nunca baixou os braços", disse sobre a sua determinação em recuperar das lesões.
Palicka participou em dois Jogos Olímpicos, seis Mundiais e seis Europeus pela Suécia. Vai continuar a jogar a nível de clubes pelo Kolstad, na Noruega, onde tem contrato até 2027.
