Recorde as incidências da partida
Paulo Jorge Pereira (selecionador de Portugal):
“A França foi muito eficaz e nós muito pouco eficazes na defesa e no ataque, em que não conseguimos ter as ideias claras na forma de abordar aquele sistema defensivo. Quisemos fazer tudo muito depressa como já aconteceu em outros jogos.
O sete contra seis permite ter uma recuperação defensiva melhor, porque só temos de trocar um jogador. E mesmo que possamos não estar a fazer um ataque extraordinário, que não foi o caso, conseguimos resolver o problema da transição defensiva.
Demos uma imagem completamente diferente na segunda parte do que é Portugal e do que nos tem habituado. Ao intervalo falámos de algumas soluções táticas, mas sobretudo do orgulho que temos de ter e da autoconfiança necessária para disputar jogos com equipas como a França, uma das mais tituladas do Mundo.
Agora fica mais longe. Para chegarmos ao quinto e sexto lugar implicaria ter de ganhar à Alemanha e estivemos muito pertinho. É mais difícil, mas assumimos na mesma o objetivo. Vamos ver as contas e o que vai acontecer nas outras seleções”.
Victor Iturriza (jogador de Portugal):
“Infelizmente não tivemos um bom dia e o que tinha para corre mal correu. Na primeira parte não conseguimos fazer o nosso jogo no ataque e na defesa concedemos muitos golos aos franceses. Contra uma equipa como esta custa caro.
Ficámos logo fora (do jogo), ou praticamente fora na primeira parte, a perder por 13 golos. Não foi o jogo que esperávamos fazer aqui, temos de aprender com os nossos erros e preparar o próximo jogo.
É muito difícil (chegar às meias-finais) neste grupo. Todas as equipas estão muito perto umas das outras, temos de fazer o nosso trabalho e tentar fazer bons jogos com Noruega e Espanha”.
António Areia (jogador de Portugal):
“No início comprometemos o jogo todo, a nossa entrada não foi boa. Não sei se entrámos um pouco desconcentrados, pouco apáticos e a conceder golos muito fáceis. Por algum motivo (os franceses) acabaram com 90% de eficácia na primeira parte.
Quando assim é, paga-se caro contra equipas destas. Correr atrás do resultado contra uma equipa que gere tão bem o ritmo de jogo e que tem um nível de jogo bastante alto, fica ainda mais complicado.
Temos de corrigir e não voltar a cometer os mesmos erros, principalmente a nossa entrada em campo. Sinto que não mostrámos o que somos, mas temos ainda dois jogos para limpar essa imagem. Estou convicto que o grupo vai transformar-se para acabar a competição como queremos".
Miguel Neves (jogador de Portugal):
“Estávamos um bocado à espera que fossem entrar fortes no jogo e nós entrámos um bocado apáticos nesta partida. Concedemos golos fáceis, era uma vantagem muito grande (para a França) na primeira parte.
Na segunda parte encarámos de uma maneira diferente, mostrámos que conseguimos fazer mais algumas coisas, mas já não foi possível dar a volta a partida.
Acho que se mantém intacto (o objetivo do quinto ou sexto lugar). Estão quatro pontos em jogo, quereremos ganhar e não podemos deixar-nos abalar pela derrota de hoje. Começa já hoje (o jogo com a Noruega) com descanso e treino amanhã (domingo)".
