Recorde as incidências da partida
Errar num Europeu pode ser a sentença de morte de qualquer equipa, mas errar num Europeu frente aos atuais campeões e grandes candidatos à conquista da competição é uma espécie de suicídio coletivo. É assim que se pode explicar a exibição de Portugal diante da França.
Quem defende?
O regresso de Iturriza, ausente do encontro com a Alemanha por castigo, era um sinal positivo para a equipa portuguesa, que sabia que teria de estar na máxima força para rivalizar com um conjunto gaulês recheado de algumas das principais estrelas da modalidade, como Dika Mem. Ainda assim, nem a experiência do jogador de 35 anos foi suficiente para ajudar Portugal a discutir o resultado.
Os primeiros minutos da partida foram um claro prenúncio do que estava para vir. A França conseguiu bater o recorde de golos marcados numa primeira parte de um Europeu, ao faturar por 28 ocasiões (!), o que corresponde a quase um golo por minuto, contra apenas 15 de Portugal, um a cada dois minutos.
Ao fim de pouco mais de cinco minutos, Portugal somava apenas dois golos e Paulo Jorge Pereira viu-se forçado a pedir uma pausa técnica, com o marcador em 9-4. No entanto, nem isso trouxe inspiração à equipa nacional: Kiko Costa falhou um livre de sete metros e Capdeville terminou o primeiro tempo sem qualquer defesa efetuada — Tonicher foi responsável pela única intervenção portuguesa nos 30 minutos iniciais.
Melhorias tardias
Cedo se percebeu que o jogo estava perdido, mas para lá do resultado existia também a necessidade de resgatar a boa imagem deixada por Portugal frente à Dinamarca e mesmo diante da Alemanha, apesar da derrota.
Paulo Jorge Pereira apelou ao espírito nacional numa nova pausa técnica, antes que o intervalo chegasse com 13 golos de diferença e uma montanha praticamente impossível de escalar para Portugal, que entrou na segunda parte com a missão de evitar um resultado ainda mais pesado e conseguiu fazer 30 minutos mais condizentes com as qualidades do conjunto nacional.
Capdeville somou quatro defesas em 15 minutos e ajudou a reduzir a desvantagem para oito golos, mas a história do encontro ficou escrita logo nos primeiros cinco minutos. Ainda assim, houve exibições positivas no lado português, com Salvador Salvador em destaque, autor de cinco golos. A partida, que terminou com 46-38, entrou para a história como a mais goleadora de sempre dos Europeus.
Portugal continua sem vencer na Ronda Principal e vai defrontar a Noruega na segunda-feira, dia 26 de janeiro, novamente às 14:30.
