Reveja aqui as principais incidências da partida
Dia de fazer história para Portugal. As ambições eram grandes antes do Euro-2026, depois do histórico quarto lugar no Mundial-2025, o objetivo era voltar a fazer história e melhorar o sexto posto alcançado no Euro-2020.
A Ronda Principal deixou alguns dissabores – a derrota contra a França e o empate com a Noruega – mas os deuses do andebol estiveram com Portugal e cinco pontos chegaram para defrontar a Suécia na atribuição do quinto lugar, um dos gigantes da modalidade que chegava desmotivado depois de falhar a luta pelas medalhas.
A primeira parte demonstrou exatamente isso. Portugal entrou mais animado, a Suécia precisou de algum tempo para assimilar a nova realidade e isso resultou numa primeira parte extremamente equilibrada em que Palicka e Capdeville (não sofreu nos quatro primeiros remates e dois foram livres de 7 metros) foram brilhando à vez. Os heróis do Mar chegaram a estar na frente por três de vantagem (7-4), mas a Suécia nunca esteve longe e o empate ao intervalo assentava (16-16).
No segundo tempo, Portugal entrou menos bem. A Suécia teve uma vantagem de dois golos por duas ocasiões (19-21 e 29-31) mas a Seleção Nacional, com uma eficácia de quase 72% de remate acabou por reagir. O empate (34-34) deu espaço para sonhar a 1:30 minutos do final, Martim Costa (nove golos) deixou Portugal na frente (35-34) após um erro pouco habitual de Gottfridsson (cinco golos) quando faltavam 30 segundos e parecia que o triunfo não ia escapar. Contudo, Bergendhal (dois golos) empatou (35-35), mas 15 segundos bastaram para Martim Costa ser herói com um remate para a história (36-35).
Portugal despediu-se do Euro-2026 com uma boa exibição diante de uma das potências da modalidade, e o objetivo cumprido. O quinto lugar é o melhor resultado de sempre num Europeu isso é sinal do crescimento de uma seleção que cada vez mais tem lugar na mesa dos grandes.
