Recorde as incidências da partida
A Fase Principal terminou com um duelo ibérico e objetivos ainda intactos para ambas as seleções, depois de um Europeu marcado pela irregularidade de parte a parte. A Espanha chegou embalada por um triunfo que adiou o apuramento francês e manteve viva a ambição de alcançar a melhor classificação da sua história, cenário semelhante ao de Portugal. Em comum, porém, estava um quadro exigente: vencer era obrigatório, mas não suficiente, já que o acesso ao jogo de atribuição do 5.º e 6.º lugares dependia também dos resultados dos restantes encontros.
Depois de uma entrada algo nervosa, Portugal revelou-se mais eficaz perante uma Espanha a acumular erros no processo ofensivo. Ao contrário do que sucedera frente à França, a seleção nacional apresentou-se mais sólida no plano defensivo e contou com uma exibição segura de Diogo Valério entre os postes.
O guarda-redes do Olympiacos chegou ao intervalo com seis defesas (37,5% de eficácia), perante 16 remates espanhóis, num período em que Portugal assumiu o controlo do marcador praticamente desde o início, apesar do primeiro golo ter sido apontado por Javi Rodríguez.
Depois de ter somado poucos minutos frente à Noruega, Martim Costa assumiu o comando do ataque português, em sintonia com o irmão Kiko, com a dupla a somar 10 golos na primeira parte.
A equipa das quinas chegou a dispor de uma vantagem de seis golos (10-16), mas falhou a oportunidade de praticamente sentenciar o encontro antes do descanso. Espanha reduziu nos instantes finais da primeira parte, com golos de Odriozola e Tarrafeta, e Portugal desperdiçou ainda o último ataque, recolhendo aos balneários a vencer por 12-16.
Apesar da reação espanhola após um início difícil - apenas seis golos nos primeiros 20 minutos da partida -, Portugal manteve o controlo do encontro no segundo tempo e não permitiu que o adversário entrasse verdadeiramente na discussão do resultado, apesar do bom rendimento de Gurri, jogador do Sporting.
A exclusão de Odriozola permitiu a Portugal manter a margem no marcador e gerir os minutos finais com maior tranquilidade. Paulo Jorge Pereira pediu desconto de tempo para reorganizar o setor defensivo e assegurar um triunfo que mantém vivo o sonho da melhor classificação de sempre da seleção nacional em Europeus de andebol.
Kiko Costa, com sete golos, foi o melhor marcador da partida, mas Martim Costa, com seis golos, foi o homem do jogo.
Com este resultado, Portugal passa a depender dos restantes encontros desta quarta-feira. Para conseguir o apuramento para o jogo de atribuição do 5.º e 6.º lugares, a seleção portuguesa precisa que a Alemanha vença a França (17:00) e a Noruega não triunfe frente à Dinamarca (19:30). Recorde-se que a melhor prestação portuguesa num Europeu foi o 6.º lugar, alcançado no Euro-2020.
