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Não poderia haver melhor regresso à competição doméstica depois do quinto lugar histórico da seleção portuguesa no Campeonato da Europa. Dragões e leões mediram forças num pavilhão cheio para um jogo que começou a todo o gás com muitos golos e pontaria certeira de Vasco Costa, de um lado, e Francisco Costa, do outro. Os forasteiros entraram melhor e conseguiram uma vantagem de três golos (5-8) antes da primeira defesa de Ante Grbavac, em estreia na baliza azul e branca.
O croata engatou com três intervenções seguidas e permitiu a aproximação, empate (8-8) e eventual reviravolta da turma de Magnus Andersson (11-10). O duelo entrou numa toada de parada e resposta com sucessivas trocas de liderança, em que o Sporting causava estragos em ataque organizado, o FC Porto castigava em transições rápidas.
A poucos segundos do descanso, Martim Costa ficou queixoso no chão após marcar, os dragões também marcaram em contra-ataque, até que apareceu uma garrafa de água em campo junto ao banco leonino que obrigo à interrupção da partida e a muitos protestos, que terminaram com uma exclusão para cada lado. Voltando à partida, um remate de Pol Varela no último segundo levou as equipas empatadas para o intervalo (18-18). 36 golos em 30 minutos são o perfeito indicador do que foi a primeira parte.
Os verde e brancos voltaram melhor do reatamento conseguindo uma vantagem de dois golos (19-21), que desmoronou depois da expulsão de Christian Moga por acertar na face de Vasco Costa (22-22). A exclusão de dois minutos de Daymaro Salina e a sólida organização defensiva permitiu aos leões igualarem a maior vantagem na partida (25-28) e só uma grande defesa de Abrahamsson evitou males maiores para os portistas, que se mantiveram na partida.
A situação ficou bem mais complicada para os anfitriões com a saída por lesão de Rui Silva. Isso fez-se sentir na produtividade ofensiva e coincidiu com a maior vantagem dos visitantes (31-35), a menos de 10 minutos do fim, que fizeram um golo de belo efeito numa jogada área concluída por Natán Suárez. O minuto 25 foi um autêntico desastre para o conjunto Magnus Andersson, com a equipa a falhar um livre direto e a acumular erros para entregar de bandeja a vitória aos adversários que aumentaram a diferença para seis golos (32-38).
A partir daí, pouca história houve a não ser uma boa defesa de Andre Kristensen a fechar a hipótese remota da recuperação portista. Francisco Costa foi o melhor marcador da partida com 13 golos, seguido pelo irmão e colega Martim, com oito golos, enquanto do lado dos dragões, Antonio Martínez somou sete tentos.
