Recorde as incidências do encontro
FC Porto e Sporting garantiram o Clássico na final da Taça de Portugal de basquetebol, depois dos triunfos sobre Galitos e Oliveirense, no sábado, respetivamente. Os leões, que jogaram mais tarde, trouxeram o embalo da vitória diante do conjunto de Oliveira de Azeméis e entraram melhor na partida.
Javian Davis, que saiu com queixas da partida com o Galitos, fez parte do cinco inicial do FC Porto, mas não impediu o bom arranque dos leões, que forçaram uma pausa de Fernando Sá com 5-12 no marcador, depois de um triplo de Amarante e de um afundanço de Brandon Johns.
A resposta portista foi positiva e o equilíbrio, que acabou por registar-se ao longo da partida apareceu mesmo, depois de Davis converter dois lances livres para empatar (12-12). O primeiro impacto da pausa técnica jogou a favor do FC Porto e, apesar de nova recuperação sportinguista, com um parcial de 0-6, os azuis e brancos passaram para a frente do marcador no final do 1.º quarto (25-23).
Depois de assumir a liderança, a equipa de Fernando Sá controlou o 2.º quarto por completo, com dois triplos consecutivos, de Dunn e Miguel Maria, a darem a maior vantagem da partida aos dragões (35-27). No entanto, uma boa recuperação do Sporting, com um parcial de 0-5 antes do intervalo, deixou praticamente tudo na mesma quando as equipas recolheram aos balneários (46-45).

A pausa teve o condão de voltar a devolver ao Sporting aquela energia com que a equipa de Luís Magalhães tinha começado o encontro. Os verde e brancos não tardaram a virar o marcador com uma sequência de triplos de Amarante e Diogo Ventura (53-62) que não só permitiram liderar pela primeira vez com nove pontos de vantagem como entrar no último período em vantagem (69-73), ainda que com tudo por decidir.
O arranque do derradeiro quarto ficou marcado pela lesão de Dunn, que ficou a sangrar depois de um choque com um colega de equipa pouco depois de reduzir a desvantagem com um triplo (76-77). O lance motivou uma pausa prolongada no encontro. O base norte-americano recuperou a tempo de fazer parte da fase decisiva da partida, ainda que condicionado, e contribuiu para que o FC Porto continuasse na perseguição do resultado para os emotivos segundos finais.
Amarante tentou um triplo que podia decidir o jogo para o Sporting, Hudson ganhou o ressalto e driblou adversários para reduzir a margem para apenas um ponto (82-83) com 16 segundos para jogar, Amarante voltou a colocar a margem em três pontos com dois lances livres, Hudson fez mais dois pontos, Diogo Ventura converteu um dos dois lances livres que teve e, na última tentativa, Hudson falhou o triplo e o Sporting conseguiu mesmo vencer a Taça de Portugal numa final com poucos pontos, mas equilibrada do início ao fim.

