Devido aos ventos fortes que se faziam sentir, a organização, após a reunião de segurança, decidiu manter a etapa, mas sem que os tempos contassem para a classificação geral, o que fez com que muitos ciclistas aproveitassem o dia para um treino ativo, sem irem ao máximo.
Algo que não aconteceu com Evenepoel, que puxou dos galões de campeão europeu e mundial de contrarrelógio e venceu em 20.12 minutos, no final de 17 quilómetros entre Carlet e Alginet, mesmo sem a bicicleta de crono.
“Foi um bom resultado para nós. Preferimos usar isto como um bom teste. Decidimos correr para a vitória e acho que foi uma boa decisão”, assumiu Evenepoel, após somar a quarta vitória da temporada em cinco dias de corrida.
Mesmo sem os tempos finais a contar para a classificação geral, a Red Bull-BORA-hansgrohe colocou outro ciclista no pódio, com o russo Aleksandr Vlasov a ser segundo, a oito segundos do seu companheiro de equipa, enquanto o checo Mathias Vacek (Lidl-Trek) a terminar em terceiro, a 16.
Um dos candidatos ao triunfo final, o português João Almeida (UAE Emirates), fez um contrarrelógio mais calmo e sem correr riscos e terminou em 89.º, a 3.44 de Evenepoel, com Nelson Oliveira (Movistar) a concluiu no 34.º posto, a 2.03.
No final, João Almeida admitiu que era “bom haver um contrarrelógio” nesta edição da Volta à Comunidade Valenciana, pois podia garantir-lhe, “pelo menos, um lugar no pódio”, mesmo admitindo que Evenepoel “é melhor” nesta especialidade.
“Ainda há muita corrida à frente e acho que temos de nos concentrar no que temos à frente”, assumiu.
Na geral, não houve alterações, com o eritreu Biniam Girmay (NSN) a manter a liderança, com quatro segundos de vantagem sobre o belga Arne Marit (Red Bull-BORA-hansgrohe) e seis sobre o italiano Giovanni Lonardi (Polti VisitMalta), respetivamente segundo e terceiro classificados, com os dois portugueses em prova a estarem a 10 segundos.
Na sexta-feira, a terceira etapa vai ligar Orihuela e San Vicente del Raspeig, num total de 158 quilómetros, com apenas um contagem de montanha, de segunda categoria, a cerca de 40 quilómetros do final, com o vento a poder, segundo João Almeida, ter um papel importante e causar cortes no pelotão.
