“É uma corrida que tem tudo: contrarrelógio, duas chegadas em alto diferentes – uma curta explosiva e outra mais longa -, duas etapas ao sprint onde também vai haver tensão. Para uma prova de cinco dias, é uma corrida muito completa, boa para a preparação”, resumiu Juan Ayuso.
O espanhol da Lidl-Trek vai competir pela primeira vez com as cores da Lidl-Trek na 52.ª edição da Algarvia, que arranca na quarta-feira, em Vila Real de Santo António, e termina no domingo, no alto da Fóia, e explicou que elegeu a prova portuguesa por ser uma das “poucas corridas que tem isto tudo”, além de decorrer normalmente com bom tempo.
“Vim diretamente do Teide. A preparação correu bastante bem. Estive lá três semanas com a equipa, foi um dos estágios de que mais desfrutei em altitude. Passei uma boa jornada, mas o verdadeiro trabalho começa amanhã (quarta-feira)", resumiu.
O terceiro classificado da Vuelta-2022 não quis apresentar-se como um dos principais candidatos, notando que a 52.ª Algarvia tem “uma boa startlist”.
“De certeza que há muitos que vão tentar lutar pela vitória. Muitos dos ciclistas que estão aqui estiveram no Teide, vários vêm de altitude”, acrescentou, admitindo também que a subida à Fóia é “mais difícil do que esperava”.
A Volta ao Algarve será também a primeira corrida em que Ayuso vai defrontar “diretamente” a sua antiga equipa, com a qual protagonizou um divórcio polémico e que preferiu não comparar à sua atual. “Estou feliz onde estou”, pontuou.
Na conferência de imprensa da 52.ª edição, em Albufeira, o espanhol de 23 anos não rejeitou, no entanto, comparações com João Almeida, considerando que ambos são “muito semelhantes a lidar com o stress”.
“Somos bastante calmos no autocarro, mas será a primeira vez que estaremos em autocarros diferentes”, notou, já depois de o seu antigo colega português, com quem nem sempre teve uma relação pacífica em corrida, também ter traçado pontos de comparação entre ambos.
Como recordou Almeida, os dois foram colegas quatro anos, pelo que vai ser uma novidade serem rivais. “É uma rivalidade saudável e vamos gostar de correr um contra o outro”, antecipou o vice-campeão em título da Algarvia, que não poupou elogios àquele que, em teoria, será o seu principal adversário.
“O Juan é muito bom. Somos ciclistas similares, talvez ele seja mais forte do que eu no crono. Na montanha, somos equivalentes. Penso que vai ser uma boa corrida, que nos vamos divertir”, declarou o líder da UAE Emirates.
O dorsal 1 desta edição descreveu a Volta ao Algarve como “uma corrida com muito prestígio”, com “um valor internacional bastante alto”, e admitiu que seria “imenso” para o público nacional ter um vencedor local.
“Não me lembro a última vez que um português ganhou aqui”, disse, sem se lembrar que João Rodrigues vestiu a amarela final em 2021.
A 52.ª Volta ao Algarve começa na quarta-feira, em Vila Real de Santo António, e termina no domingo, no alto do Malhão (Loulé).
