O momento mais emocionante da jornada, na qual o jovem francês da Soudal Quick-Step bisou, viveu-se quando a classificação provisória da quarta tirada foi distribuída, com o líder da juventude, mas também outros ciclistas do top 10, a perderem aparentemente sete segundos para o espanhol da Lidl-Trek.
O erro, contudo, não demorou a ser corrigido e a atenção voltou-se imediatamente para Paul Magnier, que se impôs confortavelmente ao belga Jordi Meeus (Red Bull-BORA-hansgrohe), novamente segundo como na etapa inaugural. O israelita Oded Kogut (NSN) foi terceiro, com as mesmas 03:58.38 horas do vencedor.
“Concluí a época (de 2025) de ótima maneira e estou contente por estar a começar esta também muito bem”, disse o jovem de 21 anos, que hoje somou a 26.ª vitória da carreira.
Mais uma vez, Jasper Philipsen (Alpecin-Premier Tech) dececionou ao ser apenas 10.º, após aparentemente abdicar de sprintar por ter tocado noutro ciclista – houve mesmo vários encostos nos metros finais dos 175,1 quilómetros percorridos desde Albufeira.
Dois quilómetros após a partida real ser dada, já nove ciclistas das equipas nacionais andavam em fuga, com o rei da montanha Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) a ser inevitavelmente um deles.
Ao argentino, que reforçou a liderança da camisola azul, juntaram-se João Silva e Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), Hugo Nunes e Diogo Pinto (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar), Rúben Fernández (Anicolor-Campicarn), Victor Cesar de Paula (Feirense-Beeceler), Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e Noah Campos (Tavira-Crédito Agrícola).
Sempre controlados à distância, sobretudo, pela Alpecin-Premier Tech, que a espaços teve a colaboração da Soudal Quick-Step, os fugitivos não conseguiram uma vantagem superior a 02.35 minutos antes de se separarem.
Na primeira passagem pela meta, ainda seguiam isolados João Silva, Noah Campos e Hugo Nunes, o último dos aventureiros a ser apanhado, a uns 27 quilómetros do final.
Na estreita aproximação a Lagos, a INEOS assumiu a frente do pelotão, juntamente com a Lidl-Trek, a UAE Emirates e a Tudor.
Quando o perigo passou, já depois de uma queda ter derrubado vários corredores de equipas portuguesas a cerca de cinco quilómetros da meta, a Alpecin-Premier Tech regressou à dianteira, mas Philipsen não conseguiu retribuir o trabalho dos seus colegas.
Na geral, e após o sobressalto do lapso momentâneo nas classificações, Ayuso manteve os sete segundos de vantagem sobre Paul Seixas (Decathlon), com João Almeida a fechar o pódio, a 44.
“Até ao fim, é possível sempre”, respondeu o português da UAE Emirates sobre as perspetivas de ganhar esta Algarvia, assumindo que seria especial erguer os braços no domingo, no alto do Malhão, onde termina a 52.ª edição.
A última etapa liga Faro ao ponto de mais alto de Loulé, uma contagem de montanha de segunda categoria que o pelotão escalará por duas vezes, e tem um total de 148,4 quilómetros.
“Antevejo uma etapa muito nervosa, como no dia da Fóia, e vamos estar a disputar todas as bonificações. (...) O Paul vai colocar-me sob pressão. Eu gosto sempre de correr de forma agressiva e, às vezes, a melhor defesa é o ataque”, antecipou Ayuso, que confessou que também gostaria de tentar lutar pelo triunfo no Malhão.
