Ciclismo: Rui Oliveira focado na estrada, mas quer defender medalha de ouro em Los Angeles-2028

Rui Oliveira é campeão olímpico
Rui Oliveira é campeão olímpicoCOP

O foco de Rui Oliveira em 2026 será a estrada, com a pista a ficar num segundo plano até porque “ainda falta um bocado” para Los Angeles-2028, onde gostaria de estar a defender o seu título olímpico.

A estrada é o foco este ano. Ainda não estamos em ano de qualificação olímpica, portanto dá um pouco mais de liberdade e de calma para poder focar a 100% na estrada”, admitiu.

Em entrevista à agência Lusa, Rui Oliveira, que em Paris-2024 conquistou o ouro no madison com Iúri Leitão, garantiu ainda não estar a pensar nos próximos Jogos Olímpicos.

Vai fazer dois anos desde os últimos Jogos só para agosto, ainda falta um bocado. Obviamente que a preparação começa já no início de 2027, mas ainda não tenho os olhos postos nisso, nem tenho o foco nisso, sinceramente”, confessou.

No entanto, o corredor da UAE Emirates não escondeu que gostaria de estar em Los Angeles-2028 para defender o seu título olímpico, o primeiro para Portugal numa modalidade que não o atletismo.

Sei que temos vários atletas que podem chegar a LA e estarem prontos e aptos para correr, mas, sim, claro que tendo feito uma medalha e um ouro, neste caso, era bonito estar lá a defender com o Iúri ou com o Ivo Oliveira ou com qualquer ciclista”, afirmou.

Centrado na estrada, o gaiense de 29 anos falhou os Europeus de pista, onde Iúri Leitão se sagrou campeão no omnium e se uniu a Diogo Narciso para conquistar a prata no madison.

Claro que gostava sempre de estar, mas não se pode estar em todo lado e onde estava, estava bem, e sabia que quem estava lá, estava a fazer o trabalho bem feito. Isso acabou por ser visto e notado. O que interessa é que a seleção vá progredindo, comigo ou sem mim”, realçou.

Para Oliveira, é importante haver a emergência de novos nomes, como Narciso e até o azarado Miguel Salgueiro, que caiu na estreia e sofreu várias fraturas além de uma contusão num pulmão, para que o projeto da seleção não se resuma a si, ao gémeo Ivo ou a Leitão, até porque estes ciclistas “têm mais facilidade de conseguir ir a mais corridas”.

Já no outro ciclo olímpico com o João Matias, com o César Martingil, também o próprio Diogo Narciso e outros mais, com o Ivo, com o Iúri, fomos nós todos que conseguimos a qualificação, não fui só eu e o Iúri. Dá-nos bastante calma saber que nas próximas Taças do Mundo podemos juntar qualquer dupla, qualquer ciclista, que vamos conseguir amealhar pontos e manter-nos na luta pela qualificação olímpica”, rematou.