"A Alpine vai manter as suas atividades na Fórmula 1, a categoria rainha do desporto automóvel, e terminará a sua participação no Campeonato do Mundo de Resistência no final da temporada de 2026. A entidade mantém-se totalmente empenhada na corrida deste ano" no WEC, indicou esta quinta-feira a marca francesa num comunicado sucinto.
A marca francesa conquistou uma vitória e dois terceiros lugares no ano passado em Hypercar, a categoria principal do campeonato do mundo de resistência. Terminou em sexto entre oito equipas, a um ponto da BMW, na classificação dos construtores.
Nos últimos meses, circularam rumores nos paddocks da F1 e do WEC sobre a saída da Alpine, e a filial do grupo Renault acabou por decidir concentrar as suas atividades na Fórmula 1, onde ocupou o décimo e último lugar na classificação dos construtores em 2025, mas espera recuperar esta temporada, agora equipada com um motor Mercedes.
A marca do losango anunciou ainda esta quinta-feira que a Dacia, outra das suas filiais, não vai participar no rali Dakar em 2027 como estava inicialmente previsto, e que o Sandrider terminará a sua aventura no rally-raid no final da temporada de 2026.
A Dacia acaba de vencer a edição de 2026 do Dakar na Arábia Saudita, na sua segunda participação, graças ao qatari Nasser Al Attiyah, enquanto o francês Sébastien Loeb, nove vezes campeão do mundo de ralis WRC, ficou na quarta posição.
A histórica fábrica da Renault Sport em Viry-Chatillon (Essonne), que produzia, até 2025, motores destinados à Fórmula 1, não deverá encerrar como se temia.
"O site de Viry-Châtillon vai continuar a sua transformação, com foco na especialização ao serviço da inovação e de prestações para empresas externas", explica a Alpine num comunicado divulgado após um comité social de empresa.
