A temporada de MotoGP arranca este fim de semana na Tailândia, e o piloto espanhol da Ducati ambiciona conquistar o oitavo título mundial, o que lhe permitiria igualar o recorde de oito de Giacomo Agostini.
Márquez garantiu o título mundial no ano passado quando ainda faltavam cinco Grandes Prémios, mas uma lesão no ombro obrigou-o a falhar as últimas quatro provas da época.
O piloto de 33 anos admitiu que essa lesão "não foi fácil" e que ainda sente algumas limitações, o que o levou a alterar a configuração da mota até recuperar totalmente a forma física.
"Dei um passo atrás na aerodinâmica. Uma das razões é que, neste momento, não consigo pilotar a mota da mesma forma que no ano passado", explicou.
"A aerodinâmica de 2025 era um pouco mais exigente, mais dura fisicamente. (...) Estou a tentar adaptar o meu estilo de pilotagem à minha condição física atual", acrescentou.
O mais velho dos irmãos Márquez mostrou-se confiante em conseguir lidar com as consequências da lesão e que isso não terá impacto nos seus resultados.
"Vamos ver onde estamos"
"Uma das minhas capacidades é adaptar-me ao que tenho e ao que preciso", afirmou. "Vou tentar, mais uma vez na minha carreira desportiva, adaptar o meu estilo de pilotagem a esta nova situação até me sentir mais preparado", comentou.
O piloto de Cervera terminou o ano passado com um regresso triunfal após a lesão, conquistando o seu primeiro Mundial desde 2019. E fê-lo em grande, vencendo 25 corridas, incluindo as provas sprint.
"O objetivo (deste ano), se vestes uma camisola vermelha da Ducati, é lutar pelo campeonato", sentenciou.
O seu irmão Álex (Gresini) foi um dos destaques da pré-época, registando os melhores tempos nos testes na Malásia, embora tenha admitido que não atribui grande importância a isso.
"Não só depois deste fim de semana de corrida, mas também após três ou quatro corridas vamos perceber onde estamos e pelo que podemos lutar este ano", concluiu.
