Jogos Olímpicos de Inverno: Klaebo (Noruega) conquista sprint clássico masculino de cross-country, Suécia domina prova feminina

Johannes Hoesflot Klaebo, da Noruega, em ação
Johannes Hoesflot Klaebo, da Noruega, em açãoStephanie Lecocq / Reuters

Johannes Klaebo, da Noruega, venceu com facilidade o sprint clássico masculino de esqui de fundo esta terça-feira, alcançando a sua 7.ª medalha de ouro olímpica, enquanto Linn Svahn liderou um pódio totalmente sueco na prova feminina dos Jogos de Milão-Cortina.

Ben Ogden conquistou a prata na prova masculina, garantindo aos Estados Unidos a sua primeira medalha masculina no cross-country desde a prata de Bill Koch nos 30 km nos Jogos Olímpicos de 1976. Oskar Vike, da Noruega, ficou com o bronze.

Na prova feminina, as suecas Jonna Sundling e Maja Dahlqvist conquistaram, respetivamente, a prata e o bronze.

O ouro de Svahn foi a primeira medalha olímpica da atleta de 26 anos e a segunda da Suécia no cross-country nestes Jogos, depois de a compatriota Frida Karlsson ter conquistado o ouro no skiathlon feminino.

A prova de terça-feira representou a segunda medalha de ouro de Klaebo nestes Jogos e a sua 7.ª no total, aproximando o norueguês de 29 anos do recorde de ouros dos compatriotas Marit Bjoergen e Bjorn Daehlie na modalidade.

"Foi bom já ter conquistado o primeiro, assim pude relaxar um pouco mais e desfrutar. Foi exatamente isso que fiz hoje", afirmou Klaebo após a prova.

Tal como no skiathlon, onde também venceu, Klaebo destacou-se do pelotão ao subir uma das muitas encostas íngremes do percurso. Com a vitória assegurada sobre os perseguidores, abrandou no final e cruzou a meta em três minutos e 39,74 segundos, 0,87 segundos à frente de Ogden.

Domínio sueco na prova feminina

Na competição feminina, as três medalhadas suecas destacaram-se a meio da prova, acelerando nas subidas após três rondas de qualificação para chegar à final.

A norte-americana Jessie Diggins, a esquiadora mais bem classificada do mundo e candidata às medalhas, não conseguiu ultrapassar os quartos de final.

"Toda a gente tem falado sobre a força da nossa equipa. Conseguir deixar a nossa marca e ocupar todo o pódio é incrível", afirmou Svahn, que terminou em quatro minutos e 3,05 segundos, batendo Sundling por 1,59 segundos.

Os atletas referiram que as condições nas primeiras rondas de qualificação foram das melhores destes Jogos, já que as temperaturas mais baixas proporcionaram neve mais rápida e compacta. No entanto, nas rondas seguintes, o percurso tornou-se mais mole e lento à medida que o dia avançava, segundo relataram.

Ambos os vencedores do ouro nos sprints clássicos elogiaram as condições e a preparação dos seus esquis após a prova.

"Hoje tivemos uma equipa fantástica. Os técnicos de enceramento fizeram um trabalho extraordinário", disse Svahn.