Depois de ter alcançado o terceiro lugar na prova individual de 20 km, na terça-feira, em Anterselva, Laegreid causou sensação ao confessar um deslize, em direto, ao microfone do canal norueguês NRK.
"Há seis meses, conheci o amor da minha vida: a pessoa mais bonita e maravilhosa do mundo", relatou o norueguês de 28 anos. "E há três meses, cometi o maior erro da minha vida e fui-lhe infiel", acrescentou, dizendo ter passado "as piores semanas da (sua) vida" e que o desporto tinha ficado "em segundo plano nestes últimos dias".
Esta quarta-feira, a sua ex-companheira, cujo nome não foi divulgado, reagiu ao jornal norueguês Verdens Gang (VG).
"É difícil de perdoar. Mesmo depois de uma declaração de amor perante o mundo inteiro", escreveu numa mensagem ao diário. "Não escolhi ser colocada nesta posição e é doloroso encontrar-me nela", acrescentou.
Além disso, a própria considerou também "comovente" a atitude de Johan-Olav Botn, que conquistou a medalha de ouro, à frente do francês Éric Perrot, na terça-feira.
No momento em que cruzou a meta da Südtirol Arena, o norueguês de 26 anos ergueu os olhos ao céu, antes de se inclinar com as mãos no rosto durante longos segundos, em homenagem ao seu amigo e colega de equipa Sivert Bakken, encontrado morto no seu quarto de hotel em dezembro passado.
"Foi como se estivesse a esquiar com ele na última volta, como se cortasse a meta ao lado dele. Olhei para o céu a esperar que ele estivesse a ver e que se sentisse orgulhoso de mim", confidenciou.
Por sua vez, Laegreid disse esperar "não ter estragado o dia do Johan".
"Talvez tenha sido mesmo muito egoísta da minha parte dar esta entrevista", afirmou a alguns jornalistas. "Não estou verdadeiramente aqui mentalmente", acrescentou.
A antiga estrela do biatlo norueguês, Johannes Thingnes Boe, considerou que esta confissão surgiu "mesmo no pior momento e no pior local".
