Oceane Michelon, de França, ficou com a prata, a 3,8 segundos, enquanto a compatriota Lou Jeanmonnot garantiu o bronze, mas a última volta de Kirkeeide ficará para a história como uma das grandes histórias de redenção olímpica do biatlo.
Depois de ter ficado devastada por uma última volta aquém das expectativas que impediu a sua equipa de subir ao pódio no misto, Kirkeeide fez a última volta de forma endiabrada, recuperando terreno e ultrapassando Michelon, que nada pôde fazer para travar a norueguesa de lhe arrebatar o ouro.
Com neve ligeira a cair e nuvens baixas a cobrir partes do percurso, as atletas completaram três voltas, com duas passagens pela carreira de tiro - uma deitadas e outra de pé - sendo que cada falha obrigava a uma volta de 150 metros à pista de penalização.

Depois de vencerem o misto e de Julia Simon ter triunfado na prova individual feminina, as francesas apresentaram-se com grandes expectativas, mas poucos esperavam que fosse Michelon, e não as suas colegas mais conceituadas, a conquistar a prata logo na sua estreia olímpica.
As hipóteses de Simon somar mais um ouro aos dois já conquistados nestes Jogos esfumaram-se quando falhou dois tiros na segunda passagem pelo estande, enquanto Jeanmonnot lamentou um erro que lhe custou cerca de meio minuto e a relegou para o bronze.
À medida que o tempo piorava, as principais candidatas vacilaram e nenhuma conseguiu impedir Kirkeeide de alcançar uma vitória dramática.
