A atleta de 21 anos resistiu aos ataques de Zoi Sadowski-Synnott, da Nova Zelândia, que arrecadou a sua segunda medalha de prata consecutiva nesta competição.
Yu Seung-eun, da Coreia do Sul, garantiu o bronze, numa prova disputada à noite nas montanhas da localidade de Livigno, no norte de Itália, sob potentes holofotes.
Murase levou a mão ao rosto e chorou ao perceber que tinha conquistado o ouro. Acenou e sorriu ao subir ao lugar mais alto do pódio. Yu estendeu a sua câmara e as três posaram para uma selfie, exibindo as novas medalhas olímpicas ao pescoço.
O evento de Big Air desafia os atletas a saltar de uma rampa e executar manobras aéreas com voltas, rotações e torções em várias direções.
As medalhadas de segunda-feira elevaram o nível com saltos avançados e aterragens perfeitas. A última descida de Murase incluiu um backside triple 1440, uma manobra que consiste em virar-se de cabeça para baixo três vezes enquanto roda quatro voltas completas.
A vitória de Murase surge após o Japão ter conquistado ouro e prata na prova masculina de big air no sábado, confirmando a crescente supremacia do país neste desporto.
Para garantir a prata feminina, Sadowski-Synnott recuperou de uma primeira descida desastrosa, com uma aterragem falhada. Um segundo salto forte levou-a ao primeiro lugar, mas não conseguiu manter a liderança perante o talento de Murase. Os vencedores foram definidos pela soma das duas melhores pontuações em três descidas.
Yu conquistou o bronze na sua estreia olímpica, aos 18 anos. Admitiu que estava "um pouco assustada" no segundo salto, pois era uma manobra que tentava pela primeira vez na neve. "Mas aterrei e fiquei muito entusiasmada", afirmou.
A bicampeã olímpica de big air, Anna Gasser, da Áustria, caiu nas duas primeiras descidas e terminou em oitavo lugar. Aos 34 anos, não conseguiu igualar as manobras avançadas das atletas mais jovens.
"Por vezes, no desporto, não é o teu dia", comentou Gasser: "Ao não aterrar bem as duas primeiras manobras, percebi que as hipóteses tinham acabado."
