Răducanu, que terminou recentemente a sua relação profissional com o espanhol Francis Roig, já teve sete treinadores na sua curta carreira, a maioria por períodos breves, como foi o caso de Roig, que trabalhou com ela apenas durante seis meses.
"Tive muitas pessoas a dizer-me o que fazer, como jogar, e isso nem sempre resulta. Quero voltar ao meu modo natural de jogar. Gosto de redescobri-lo, porque já não o praticava", afirmou Răducanu numa entrevista à BBC, antes do início do torneio de Indian Wells.
"Não quero ter outro treinador agora, porque sinto que seria logo questionado desde o primeiro momento, mesmo que fosse apenas numa fase de experiência. Podia sentir pressão para ficar com ele ou com ela, mesmo que não fosse necessariamente a escolha certa. Gostava de encontrar um treinador com quem trabalhar, mas não acredito que seja fácil encontrar a pessoa ideal", acrescentou.
"Preferia que não viesse alguém dizer-me 'faz isto' e eu não concordasse, mas fosse obrigada a obedecer", sublinhou Răducanu.
A britânica, cujo pai é romeno, afirmou que permanece aberta a todas as possibilidades relativamente aos seus futuros colaboradores e que irá contactar diferentes pessoas para encontrar o apoio certo.
Emma Răducanu destacou-se em 2021, ao chegar aos oitavos de final em Wimbledon, poucos meses antes de conquistar o US Open, depois de ultrapassar a qualificação, sem perder qualquer set ao longo de todo o torneio nova-iorquino.
No entanto, nos últimos cinco anos e meio, Răducanu não conseguiu repetir o sucesso do US Open, sendo o seu melhor resultado neste período a presença na final do torneio de Cluj-Napoca (Transylvania Open), em fevereiro.
