“Esse é o objetivo, conseguir a melhor classificação possível, sabendo que os primeiros lugares atribuem mais pontos. É lutar para, pelo menos numa das distâncias, atingir esse primeiro lugar”, vincou, em declarações à agência Lusa.
Como tem sido habitual, Pimenta vai apostar nas três distâncias em K1, pelo que vai competir no olímpico K1 1.000 metros, bem como em K1 500 e 5.000, esta última igualmente com pódios internacionais mais regulares.
O novo ciclo olímpico prevê um inédito sistema de ranking que contempla os resultados em Europeus, Mundiais e Taças do Mundo, pelo que vários países optam por tentar garantir já uma boa pontuação. Assim, distribuem os seus melhores atletas por diferentes distâncias e tripulações, tentando maximizar o desempenho coletivo em detrimento do individual.
Imune a tudo isso, o limiano está focado em fazer soar A Portuguesa, algo que tem conseguido “em todas as competições” nas quais tem participado em Portugal, tanto na pista (regatas em linha) como nas maratonas.
“Portugal também tem sido o meu trevozinho de quatro pétalas, tem-me dado bastante sorte e sem dúvida que ouvir A Portuguesa em Portugal, à frente da família, dos amigos, dos patrocinadores, da família da canoagem e não só, isso faz com que as coisas valham ainda mais. É muito especial e tenho a felicidade de ter conseguido títulos em todas as competições”, congratulou-se.
Depois das três medalhas alcançadas nas duas Taças do Mundo já realizadas, em Szeged (Hungria) e em Brandenburgo (Alemanha), com um ouro em K1 1.000 e K1 5.000, distância na qual também teve uma prata, Pimenta assegura estar “bem e tranquilo, feliz e motivado” numa temporada em que a regularidade vale mais do que esporádicos desempenhos de excelência.
O melhor canoísta da história de Portugal quer amealhar esta época pontos suficientes que lhe permitam maior tranquilidade em 2027, ainda assim, determinado em conquistar mais alguns pódios, já que tem como objetivo de carreira superar as 200 medalhas nas mais importantes provas internacionais. Atualmente, soma 181 pódios.
“As emoções e a cabeça falam muito. São muitos anos de alta competição. Gostava de passar a marca das 200 medalhas”, assumiu.
Fernando Pimenta, que em agosto completa 37 anos, quer competir em Los Angeles-2028 e, muito provavelmente, abandonar a alta competição no fim do ano seguinte, pois deseja “uma época de despedida” das emoções que começaram em 2005, quando subiu pela primeira vez ao pódio, no Festival Olímpico da Juventude Europeia (FOJE).
O atleta deixou ainda uma palavra de apreço à federação de canoagem, autarquia de Montemor-o-Velho, Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e ao poder central, pela forma como lidaram com a recuperação do Centro de Alto Rendimento depois dos efeitos da tempestade Kristin, que danificou severamente a infraestrutura, completamente submersa, excetuando a parte de cima da torre de controlo.
“Sinceramente, estão de parabéns. Conseguiram fazer ali um excelente trabalho. Como é óbvio, há ainda bastantes coisas a retificar, mas naquilo que diz respeito à estrutura para a própria competição, acho que está tudo dentro do normal”, elogiou.
Em Montemor-o-Velho, Fernando Pimenta tem como principal desafio defender o título europeu de K1 1.000 metros.
