Muito se deve à história e à performance de Adriana vestindo não só a camisola canarinha, mas também a do Corinthians, onde atuou sob o comando de Arthur Elias.
Adriana tem uma carreira vitoriosa e de grandes conquistas pelas equipas que passou. Após o início de trajetória em seu estado natal, Piauí, por Flamengo-PI e Tiradentes-PI, tornou-se uma das referências do ataque do Corinthians, time multicampeão da modalidade.
A atacante também tem passagens por Rio Preto-SP e Orlando Pride, que defendeu por duas temporadas até se transferir para o futebol saudita. Adriana já conquistou 5 Campeonatos Paulistas, 4 Brasileiros, 1 Supertaça do Brasil, 1 Libertadores, 1 Copa América e 1 NWSL (liga dos EUA).
Um currículo pesado e uma história que a credencia a voltar a vestir a camisola da Seleção Brasileira.
A jogadora há anos figura entre as convocadas, não só durante o período de comando de Arthur Elias, mas também com a antecessora Pia Sundhage, que a chamou para o Mundial-2023. Com histórico de algumas lesões, Adriana Silva acabou ficando fora de competições importantes mesmo no auge de sua carreira.
Agora, as atenções voltam-se para os três particulares que a Seleção tem pela frente para abrir o calendário de 2026. Entre as 26 convocadas, gerações diferentes se encontram em busca de uma vaga, não só para a primeira edição da FIFA Series que acontece em abril, mas também para o Mundial que será realizado no Brasil em 2027.
Adriana Silva pode ser o nome que traz experiência e consistência ao ataque da Seleção se apresentar o futebol que, por muitas vezes, já encheu os olhos dos torcedores brasileiros. Mesmo longe dos holofotes dos grandes clubes, ela ganhou a oportunidade de voltar a vestir a amarelinha e pode, mais uma vez, conquistar seu lugar dentro do plantel.
Estreia da Seleção em 2026
Nesta caminhada, os desafios técnicos não são tão grandes quando olhamos para o desempenho recente dos adversários do Brasil. A Seleção tem seu primeiro compromisso do ano esta sexta-feira, contra a mandante Costa Rica.
As costarriquenhas contabilizam apenas duas vitórias nos últimos cinco jogos, e ambas contra seleções de baixo nível técnico: Granada e El Salvador. Em relação a embates contra o Brasil, o último encontro foi em 2016, também num particular, com uma sonora goleada de 6-0 para a Seleção.
O segundo desafio do Brasil é contra a Venezuela, no dia 4 de março, no México. A Vinotinto já é vista como uma adversária mais perigosa. Embora não tenha tanto destaque em âmbito internacional, vem desenvolvendo a modalidade nos últimos anos e conta com uma jogadora de muito prestígio internacional, Deyna Castellanos.
A equipa também tem uma arma brasileira: o técnico Ricardo Belli. Em confronto recente na última edição da Copa América, em 2025, o Brasil venceu por 2-0, mas em uma partida bem equilibrada.
Para fechar o calendário da primeira pausa internacional do ano, o Brasil encara mais um anfitrião dos particulares, o México. A Seleção deve contar com o apoio para acompanhar as brasileiras que já jogam por lá: Geyse (América), Mariza (Tigres) e Jheniffer (Tigres).
O México tem o Brasil como um de seus carrascos. A última vitória foi num particular de 2012, por 2-1. Após esta partida, a Seleção somou triunfos com marcadores grandes contra as mexicanas.
Porém, o México está a investir no futebol feminino nos últimos anos, contratando jogadoras brasileiras e também a desenvolver a liga nacional. Isso deve refletir-se na seleção nos próximos anos. O duelo é no dia 7 de março.
Os particulares abrem a preparação da Seleção Brasileira para a primeira edição da FIFA Series, competição que será realizada no Brasil em abril. Canadá, Coreia do Sul e Zâmbia completam o torneio.
A Seleção não terá adversários tão competitivos quanto os das últimas partidas de 2025, quando encarou seleções como Noruega, Itália e Inglaterra. Ainda assim, os desafios devem possibilitar que Arthur Elias tenha tempo para trabalhar e estabelecer suas táticas para a competição que se aproxima.
