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O responsável comentou sobre o espetáculo um dia depois de o artista ter lançado uma forte mensagem de protesto nos prémios Grammy contra as operações anti-imigração que abalam os Estados Unidos.
Esta declaração, a mais contundente do cantor porto-riquenho contra a política de Donald Trump, aumentou ainda mais as expectativas em torno do espetáculo mediático do intervalo da Super Bowl de domingo em Santa Clara (Califórnia), o primeiro que será maioritariamente em espanhol.
"Bad Bunny é, penso que ficou provado ontem à noite, um dos grandes artistas mundiais, e essa é uma das razões pelas quais o escolhemos", afirmou Goodell numa conferência de imprensa em San José (Califórnia).
"Mas a outra razão é que ele percebeu a plataforma em que estava. E esta serve para unir as pessoas e para conseguir reunir o público com a sua criatividade, com o seu talento, e aproveitar este momento para o conseguir", explicou.
"Acredito que artistas no passado já o fizeram e que Bad Bunny percebe isso, e penso que vai ter uma grande atuação", concluiu Roger no início dos eventos que antecedem o duelo entre os New England Patriots e os Seattle Seahawks.
"Fora com a ICE"
Desde que foi anunciada em novembro, a escolha de Benito como artista principal da 60.ª edição do Super Bowl gerou fortes críticas em setores conservadores, incluindo a própria Administração de Trump.
Longe de se intimidar, o popular cantor fez no domingo uma poderosa proclama política no palco dos Grammy, numa noite em que fez história ao colocar um trabalho inteiramente em espanhol nas três categorias mais importantes da cerimónia: álbum, gravação e canção do ano.
"Fora com ICE", disse o artista em referência ao serviço policial de imigração, que está no centro da polémica depois de vários agentes terem abatido a tiro dois manifestantes norte-americanos em Mineápolis (Minnesota).
"Não somos selvagens, não somos animais, não somos extraterrestres. Somos humanos e somos norte-americanos (...) A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor. Por isso, por favor, precisamos de ser diferentes", apelou entre aplausos dos presentes na cerimónia em Los Angeles.
