De acordo com o Washington Post, a investigação envolve um conceituado médico da Califórnia que alegadamente forneceu a Irsay comprimidos de opiáceos e injeções de cetamina durante os seus últimos meses de vida.
O uso destas substâncias em pacientes com historial de dependência é controverso.
A cetamina é um anestésico utilizado em terapias contra a depressão, mas pode criar dependência. Uma overdose desta substância provocou a morte do ator de Friends, Matthew Perry, em 2023.
Um porta-voz dos Colts afirmou esta sexta-feira à AFP que o clube está "a par da investigação" sobre a morte de Irsay, e que o FBI não entrou em contacto com a equipa nem entregou qualquer notificação judicial.
O médico, Harry Haroutunian, não respondeu ao pedido de comentários da AFP. Uma porta-voz do FBI não pôde confirmar nem desmentir a existência de uma investigação devido à política habitual da agência.
Irsay, um milionário de personalidade excêntrica que herdou os Colts do seu pai Robert e liderou a franquia durante décadas, foi encontrado morto no luxuoso Beverly Hills Hotel em maio passado.
Paragem cardíaca e pneumonia aguda
O certificado de óbito assinado por Haroutunian indicava que a causa imediata da morte foi uma paragem cardíaca, com pneumonia aguda como fator contributivo. Não foi realizada qualquer autópsia.
Irsay tinha falado publicamente sobre os seus problemas com álcool e drogas ao longo da vida. Declarou ter superado as suas dependências em 2002, mas teve uma recaída muito mediática em 2014, o que lhe valeu uma suspensão de seis jogos pela NFL.
Em 2022, Irsay e a sua família criaram uma fundação de recuperação chamada Kicking the Stigma. Segundo o Post, o empresário voltou a consumir substâncias no ano seguinte e sofreu pelo menos três overdoses que foram mantidas em segredo pelos seus assistentes antes da sua morte.
A Polícia que respondeu ao local do falecimento informou que Jim sofria de problemas de saúde crónicos e que os médicos consideraram desnecessária a autópsia. A sua família também não pediu que fosse realizada, e o clube afirmou em comunicado que morreu "pacificamente enquanto dormia".
Sob a sua liderança, os Colts conquistaram a Super Bowl em 2007.
A franquia pertence atualmente em partilha às suas três filhas, incluindo Carlie Irsay-Gordon, que exerce funções de CEO dos Colts.
