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O cantor, um dos artistas mais populares do mundo, vai protagonizar este domingo o primeiro recital da Super Bowl maioritariamente em espanhol, numa escolha que provocou a indignação de setores conservadores nos Estados Unidos.
O próprio Bad Bunny aproveitou o seu grande triunfo de domingo nos prémios Grammy para condenar a atual ofensiva migratória do presidente, Donald Trump, que vai estar ausente desta vez da final da Liga de futebol americano (NFL) e criticou a escolha do cartaz musical.
Da parte da NFL, o comissário Roger Goodell manifestou confiança de que o artista irá usar esta plataforma "para unir as pessoas".
Nesta quinta-feira, numa conferência de imprensa em São Francisco (Califórnia), Bad Bunny não abordou questões políticas e, em vez disso, prometeu "uma grande festa" no Levi's Stadium em Santa Clara (Califórnia) durante o intervalo da final entre os Seattle Seahakws e os New England Patriots.
"Quero levar ao palco, claro, muito da minha cultura, mas não quero revelar nada", afirmou durante a conversa no centro de convenções Moscone. "Só quero que as pessoas se divirtam. Vai ser uma grande festa. Vai ser aquilo que as pessoas sempre podem esperar de mim", comentou.
"Vai ser fácil. As pessoas só têm de preocupar-se em dançar... nem sequer precisam de aprender espanhol", brincou numa intervenção em que falou em inglês, com algumas palavras em espanhol.
Vestido com fato, sobretudo e gorro cinzento, o porto-riquenho garantiu que não pensava ser escolhido para o cobiçado espetáculo ao ver o enorme sucesso do seu último álbum, "DeBÍ TiRAR MáS FOToS", o primeiro trabalho totalmente em espanhol a vencer o Grammy de álbum do ano.
"Esse álbum ensinou-me muito e acredito que é o projeto mais especial em que estive envolvido", referiu. "Trouxe-me até aqui e eu não procurava ser o álbum do ano nos Grammys nem atuar na Super Bowl. Só queria conectar com as minhas raízes, com o meu povo, mais do que nunca, conectar comigo próprio, com a minha história, com a minha cultura e fiz isso de forma honesta", reconheceu.
"Tenho muitos convidados"
Bad Bunny, de 31 anos, já conhece o espetáculo de perto depois de ter participado como convidado no recital de Shakira e Jennifer López em 2020.
Ainda assim, Benito Antonio Martínez Ocasio, verdadeiro nome do Coelho Mau, insistiu que nem sequer nessa altura imaginou ser o intérprete principal e juntar o seu nome a outras superestrelas como Rihanna, Lady Gaga, Madonna ou Prince.
"Na verdade, não foi como se dissesse: 'Quero voltar aqui por mim próprio'", recordou ao olhar para trás.
"Claro que, entre as pessoas, a minha equipa, eles diziam: 'Voltaremos, voltaremos'. Mas eu não procurava isto", garantiu. "Pode parecer pouco simpático, a tentar mostrar que sou o mais humilde ou ingénuo, mas juro por Deus que não estava a procurar isso", acrescentou.
"Estou entusiasmado com esta atuação e ao mesmo tempo sinto-me ainda mais entusiasmado pelas pessoas do que por mim, pela minha família, amigos, pessoas que conheço e que sempre acreditaram em mim e estão felizes por este momento, é isso que torna este espetáculo especial para mim", afirmou.
"Procuro aproveitar o momento e tento não colocar pressão em mim", referiu. "Quero pensar que são apenas 30 minutos a fazer algo que adoro, que me agrada e só isso. Procuro desfrutar e sei que vou divertir-me", indicou.
O porto-riquenho respondeu com humor à inevitável pergunta sobre os possíveis artistas convidados que o vão acompanhar.
"Tenho muitos convidados; vão ser a minha família, os meus amigos, toda a comunidade latina à volta do mundo que me apoia e todo o país", disse com um sorriso. "Sabem que é algo que não vou revelar, não sei porque perguntam", concluiu.
