Julian Nagelsmann sempre teve ideias muito claras para o "coração" da equipa. Para os papéis fundamentais no meio-campo central, precisava de "jogadores que estejam em ritmo nesta posição", sublinhou o selecionador nacional ainda no verão.
Passados cerca de sete meses, Nagelsmann parece ter deixado essa convicção para trás – e Leon Goretzka ganhou grandes expectativas de conquistar um lugar no onze titular no Mundial.
Goretzka, que no Bayern como suplente pouco pode fazer para manter o seu "ritmo". "Tal como está", afirmou Nagelsmann na sua entrevista muito comentada à kicker, o jogador de 31 anos tem "boas hipóteses de jogar" na fase final deste verão. E tudo isto, como o próprio Nagelsmann admitiu, "apesar de ter jogado pouco no Bayern".
Nos últimos sete jogos oficiais dos bávaros, Goretzka só foi titular uma vez. Nos restantes: apenas entrou por breves minutos, e em três ocasiões ficou na bancada.
Vantagem decisiva
Isso pode mudar já na sexta-feira frente ao Borussia Mönchengladbach, tendo em conta que o campeonato está praticamente decidido e os desafios difíceis na Liga dos Campeões e na Taça se aproximam. No entanto, nos jogos mais importantes, Goretzka dificilmente irá ultrapassar os indiscutíveis Joshua Kimmich e Aleksandar Pavlovic.

Na seleção alemã, o cenário é totalmente diferente. Primeiro, porque o capitão Kimmich, atualmente considerado o melhor jogador alemão para o centro do terreno, tem de atuar à direita na defesa. Segundo, porque a alternativa mais lógica, com Pavlovic e o jogador do Dortmund Felix Nmecha na dupla de médios defensivos, segundo Nagelsmann, não seria a solução ideal. O selecionador nacional afirmou que "para a vertente mais ofensiva precisa de um perfil diferente". Ou seja: Goretzka.

