"Acho lamentável ter de me justificar constantemente", afirmou Undav, sublinhando o seu desempenho: "Sou o melhor marcador, estou em 2.º lugar internacionalmente no que toca a pontos. Se depender de mim, faço parte do grupo."
Também no Mundial este verão, claro. Até lá e até à convocatória da Alemanha (19 de março) para os próximos dois jogos da seleção ainda há tempo, "por isso estou completamente tranquilo".
O treinador do Estugarda, Sebastian Hoeness, fez esta quinta-feira um apelo em favor do jogador.
"Ele tem excelentes argumentos a seu favor. Gostava muito de o ver na seleção nacional – e seria uma mais-valia", afirmou.
Porquê? "O Deniz é um avançado absolutamente completo", capaz de atuar como ponta de lança, segundo avançado ou médio ofensivo.
"Não vejo esse perfil com frequência, alguém que desempenhe bem ambas as funções, para mim isso é uma qualidade enorme. A sua versatilidade é um trunfo incrível. É quase único, não temos muitos assim, além dos golos e da forma excecional que atravessa", explicou Sebastian Hoeness. No entanto, admitiu que na convocatória entram também outros fatores.
Chabot elogia o colega
O seu companheiro em Estugarda, Jeff Chabot, também defende Undav.
"Basta olhar para os números, não é? O resto explica-se facilmente", disse à Sky. Desde novembro, Undav marcou 17 golos e fez dez assistências em 24 jogos oficiais pelo Estugarda.
"Os números não mentem", afirmou Chabot: "Ele mantém-nos vivos em jogos decisivos, mesmo quando as coisas não estão a nosso favor. Quem o tem na sua equipa pode considerar-se afortunado."

