Recorde as incidências da partida
A derrota deixa o Sundowns com cinco pontos nos jogos do Grupo C e, para já, com o seu destino fora do seu controlo.
Agora, esperam que o antigo treinador Rhulani Mokwena e o seu MC Alger consigam vencer o St Eloi Lupopo no domingo, para manter o Sundowns na segunda posição do grupo.
Ainda terão de viajar à República Democrática do Congo para defrontar este último adversário e receber o MC Alger, por isso nada está perdido, mas a equipa só venceu um dos últimos 10 jogos fora na Liga dos Campeões e esta foi mais uma noite negativa para o clube sul-africano de grande investimento.
“Sabíamos o quão importante seria controlar o jogo ao máximo. Com bola, esperávamos encontrar espaço porque esta é uma equipa que pressiona muito de um dos lados do relvado”, afirmou Miguel Cardoso aos jornalistas.
“A nossa intenção era circular a bola rapidamente para o lado oposto, onde podíamos atacar, alargar o jogo e instalar-nos mais à frente. Penso que começámos bastante bem a partida. Em comparação com o primeiro jogo (um 2-2 em Pretória), sabíamos que íamos defrontar uma linha defensiva mais subida e uma pressão mais forte, por isso escolhemos jogadores capazes de atacar o espaço nas costas. Foi por isso que alterámos as opções na frente. Nos primeiros 20 minutos, sobretudo, criámos as oportunidades que tínhamos previsto", acrescentou o treinador português.
“Houve um período em que começámos a jogar demasiado rápido para o espaço nas costas da defesa, sem a devida estrutura. Isso expôs-nos e dificultou o controlo do jogo. Demos energia ao adversário e permitimos que jogasse como queria, a defender em bloco baixo e a explorar o espaço em transição. Isso criou-nos instabilidade", explicou o treinador do Mamelodi Sundowns.
Miguel Cardoso afirma que, apesar da derrota ser frustrante, também é justo dar mérito ao Al Hilal, uma equipa que não pode jogar em casa devido à guerra civil no país, mas que continua a superar as expectativas.
“Estes jogos são muito complicados. Eles têm jogadores de grande qualidade e muito físicos na frente, fortes no contacto, e a nossa defesa teve dificuldades em alguns momentos”, disse Miguel Cardoso.
“Quando não aproveitas as tuas oportunidades nos momentos certos, acabas por sofrer. Quando tivemos de arriscar e colocar mais jogadores na frente, o jogo ficou aberto, sobretudo nos últimos 15 minutos. A história do jogo é simples: as oportunidades que não concretizámos. Tivemos três ocasiões na primeira parte e três ou quatro na segunda. Quando não transformas esses momentos em golos, colocas-te numa situação difícil. Criámos mais do que o suficiente para, pelo menos, empatar a partida, mas não aproveitámos, e essa foi a diferença", concluiu o treinador português.
