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Além dos troféus conquistados, dos grandes jogadores e dos golos que ficarão para sempre na memória dos adeptos de futebol, existe mais um elemento essencial que acompanhou todas as edições do torneio: a bola de jogo.
Com o passar das décadas, as bolas oficiais dos Mundiais sofreram mudanças significativas ao nível dos materiais, do peso, do design e da aerodinâmica, transformando também a forma como o futebol é praticado dentro de campo.
Conheça toda a história e a evolução das bolas utilizadas em cada edição do Campeonato do Mundo de Futebol:
Uruguai 1930: Modelo T e Tiento
A bola utilizada no Mundial-1930 era composta por tiras de couro costuradas à mão em forma de “T” e já tinha sido usada nos Jogos Olímpicos de Paris 1924 e de Amesterdão 1928. Por esse motivo, a “Modelo T” era considerada, na época, a opção mais fiável.
No entanto, antes da final entre Argentina e Uruguai, surgiram divergências em relação à bola a utilizar, uma vez que os argentinos pretendiam jogar com a sua própria bola, de fabrico local, denominada “Tiento”, que era ligeiramente menor e mais leve.
Como não foi possível chegar a acordo, ficou decidido que seria utilizada uma bola na primeira parte do jogo e outra na segunda.
A Argentina foi para o intervalo a vencer por 2-1, depois de ter jogado com a sua bola preferida, a Tiento. Contudo, o Uruguai, já na segunda parte e a jogar com a bola Modelo T, marcou três golos sem resposta e sagrou-se campeão do mundo, com o resultado final de 4-2.
Itália 1934: Federale 102
A Federale 102, produzida por uma fabricante italiana, era composta por 13 painéis de couro costurados à mão. Esta bola introduziu uma importante evolução: a utilização de linha de algodão que permitia um acabamento mais plano e confortável para cabecear, ao contrário das bolas anteriores, cosidas com linha de couro, que apresentavam um relevo alto, perigoso para os jogadores.
França 1938: Allen
Tal como a Federale 102, a Allen era fabricada no país sede do Mundial, a França. As bolas Allen não tinham nenhuma marca comercial, mas uma bola com o nome da empresa foi colocada no círculo central antes da final para ajudar a promover e divulgar o fabricante.
Brasil 1950: Superball Duplo T
Originalmente patenteada por uma empresa argentina, que a batizou de Superval Doble T, foi depois adaptada para o Mundial-1950, e rebatizada como Superball Duplo T. Foi a primeira bola do Campeonato do Mundo sem cordões, o que lhe conferia uma superfície mais uniforme, esférica e bem vedada.
Suíça 1954: Swiss World Champion
Feita com couro curtido, e 18 longas tiras de couro, unidas por fios de nylon, a Swiss World Champion tinha uma cor ligeiramente amarelada, o que facilitava o acompanhamento do jogo em condições climatéricas adversas.
Suécia 1958: Top Star
Neste mundial, a FIFA organizou um concurso para escolher a melhor bola oficial para o torneio, e a vencedora foi a Top Star. Com 24 tiras de couro e revestida de cera para não absorver a humidade, foi a bola usada pelo jovem Pelé de apenas 17 anos, no jogo da final.
Foi também com esta bola que o atacante francês, Just Fontaine, marcou 13 golos em seis jogos, um recorde que se mantém até hoje.
Chile 1962: Mr Crack
Com 18 tiras de couro, a Mr Crack tinha painéis mais arredondados, o que a fazia parecer mais esférica. Com uma válvula de látex permitia que mantivesse a sua forma por mais tempo. No entanto, esta bola tinha graves problemas de absorção de água e várias seleções europeias preferiram usar bolas alternativas.
Inglaterra 1966: Challenge 4-Star
Fabricada pela Slazenger, uma empresa britânica conhecida por equipamentos de ténis e golfe, a Challenge 4-Star contava com 25 painéis e estava disponível em branco, amarelo e laranja.
Foi com esta bola que Portugal se estreou em Campeonatos do Mundo, num torneio em que acabaria por alcançar um notável terceiro lugar.
México 1970: Telstar
Foi a partir deste mundial que a Adidas foi nomeada pela FIFA a fornecedora oficial das bolas, uma parceria que continua até hoje.
A Telstar contava com 32 painéis, 12 pentágonos pretos e 20 hexágonos brancos, um design que, desde então, é usado para representar uma bola de futebol em todo o mundo.
Neste Mundial foi introduzida uma novidade: as bolas exibiam a identificação do fabricante em grande destaque, e as palavras "Bola Oficial do Mundial".
Alemanha Ocidental 1974: Telstar Durlast
Esta bola seguiu o emblemático design da sua antecessora, e mantinha um revestimento de plástico “Durlast”, que a tornava resistente à água e à lama.

Argentina 1978: Tango
Batizada em homenagem à dança mundialmente famosa originária da Argentina, a Tango contava com o famoso revestimento Durlast, impermeável, das bolas Telstar de 1970 e 1974.

Espanha 1982: Tango España
Seguindo o sucesso do design de quatro anos antes, a Adidas fez apenas pequenas modificações na bola e mudou o nome para Tango España. A Tango España marcou o fim do revestimento Durlast, que foi substituído por uma cobertura em poliuretano.

México 1986: Azteca
Batizada em homenagem aos astecas, que viviam na região do México, seguiu o formato da Tango e da Tango España. A Azteca era inteiramente feita em material sintético, o que garantia uma absorção mínima de água e tornava mais durável.
Foi com esta bola que Diego Armando Maradona marcou aquele que é considerado o golo mais icónico da história dos Campeonatos do Mundo.
Itália 1990: Etrusco Único
Esta bola foi batizada em homenagem ao povo etrusco, que viveu no centro e no norte de Itália, e era adornada com o símbolo maior da cultura etrusca - as cabeças de leões com as bocas abertas.

EUA 1994: Questra
Esta bola seguiu o formato habitual com 12 painéis pentagonais e 20 hexagonais, e era decorada com planetas, estrelas e foguetes, uma referência à exploração espacial dos EUA.

França 1998: Tricolore
Esta foi a primeira bola multicolorida utilizada em Campeonatos do Mundo, nas cores azul, branco e vermelho, numa referência à bandeira de França, e introduziu uma das mais importantes inovações tecnológicas nas bolas de futebol: uma camada de espuma sintática composta por microesferas preenchidas com gás, que permitiam aumentar a velocidade e o “retorno de energia” da bola.
Esta tecnologia continua a ser utilizada até hoje em vários desportos, como, por exemplo, nas bolas de golfe.
Coreia/Japão 2002: Fevernova
O nome “Fevernova” significa a combinação das palavras "fever" ("febre") e "supernova". Esta bola introduziu uma camada melhorada de espuma sintática, que proporcionava um amortecimento extra e favorecia maior controlo e precisão.

Alemanha 2006: Teamgeist
A Teamgeist, em alemão "espírito de equipa", chegou com mais uma importante inovação: tinha 14 painéis projetados para se assemelharem a hélices e unidos termicamente, em vez de costurados, o que fazia com que a bola ficasse a menos de 1 % de ser uma esfera perfeita.
Também, e pela primeira vez em Mundiais, cada bola trazia os nomes das duas seleções em campo, bem como o estádio, a cidade, a data e a hora do início da partida.
No jogo da final entre Itália e França, foi utilizado uma versão especial, chamada Teamgeist Berlin, com efeitos dourados.

África do Sul 2010: Jabulani
A Jabulani era composta por oito painéis 3D unidos termicamente numa esfera perfeita e contava com uma nova tecnologia "Groove N", desenvolvida pela Adidas para permitir maior precisão no remate e no controlo de bola.

Brasil 2014: Brazuca
O nome oficial da bola foi escolhido após uma votação que contou com a participação de mais de um milhão de adeptos brasileiros.
Com seis painéis idênticos em forma de hélice, a estrutura superficial e a simetria foram concebidas para proporcionar maior qualidade aerodinâmica, estabilidade, toque e aderência.

Rússia 2018: Telstar 18
Apresentada pela FIFA com a bola que evocava memórias inesquecíveis do Mundial de 1970, e de lendas como Pelé ou Gerd Müller, a Telstar 18 veio com a introdução de um chip de NFC "near-field communication" incorporado, que permitia interagir com a bola através de um smartphone.
Catar 2022: Al Rihla
A pensar na sustentabilidade, esta foi a primeira bola oficial criada com colas e tintas à base de água.
Esta bola introduziu a tecnologia "Connected Ball", para ajudar os árbitros a tomar decisões mais rápidas e precisas durante o torneio, principalmente em relação a situações de fora de jogo.

Canadá/EUA/México 2026: TRIONDA
O design da TRIONDA é inspirado pelos três países sedes do torneio: Canadá, Estados Unidos e México, e adornada com uma iconografia que representa cada país sede, com uma folha de ácer para o Canadá, uma águia para o México e uma estrela para os Estados Unidos.
A bola tem mais uma vez tecnologia conectada, com um chip sensor que oferece informação sobre cada movimento da bola, enviando dados precisos para o VAR, em tempo real, melhorando a tomada de decisão dos árbitros.

Odds Vencedor do Mundial 2026
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