A história das bolas dos Campeonatos do Mundo de Futebol: evolução, nomes e marcas

A história das bolas dos Campeonatos do Mundo de Futebol: evolução, nomes e marcas
A história das bolas dos Campeonatos do Mundo de Futebol: evolução, nomes e marcasFoto por DANIEL CARDENAS / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

Desde o Modelo T de 1930 até à TRIONDA de 2026, as bolas têm sido protagonistas dos Campeonatos do Mundo de Futebol. Conheça a história por trás do nome de cada uma delas.

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Além dos troféus conquistados, dos grandes jogadores e dos golos que ficarão para sempre na memória dos adeptos de futebol, existe mais um elemento essencial que acompanhou todas as edições do torneio: a bola de jogo.

Com o passar das décadas, as bolas oficiais dos Mundiais sofreram mudanças significativas ao nível dos materiais, do peso, do design e da aerodinâmica, transformando também a forma como o futebol é praticado dentro de campo.

Conheça toda a história e a evolução das bolas utilizadas em cada edição do Campeonato do Mundo de Futebol:

Uruguai 1930: Modelo T e Tiento

A bola utilizada no Mundial-1930 era composta por tiras de couro costuradas à mão em forma de “T” e já tinha sido usada nos Jogos Olímpicos de Paris 1924 e de Amesterdão 1928. Por esse motivo, a “Modelo T” era considerada, na época, a opção mais fiável.

No entanto, antes da final entre Argentina e Uruguai, surgiram divergências em relação à bola a utilizar, uma vez que os argentinos pretendiam jogar com a sua própria bola, de fabrico local, denominada “Tiento”, que era ligeiramente menor e mais leve.

Como não foi possível chegar a acordo, ficou decidido que seria utilizada uma bola na primeira parte do jogo e outra na segunda.

A Argentina foi para o intervalo a vencer por 2-1, depois de ter jogado com a sua bola preferida, a Tiento. Contudo, o Uruguai, já na segunda parte e a jogar com a bola Modelo T, marcou três golos sem resposta e sagrou-se campeão do mundo, com o resultado final de 4-2.

Itália 1934: Federale 102

A Federale 102, produzida por uma fabricante italiana, era composta por 13 painéis de couro costurados à mão. Esta bola introduziu uma importante evolução: a utilização de linha de algodão que permitia um acabamento mais plano e confortável para cabecear, ao contrário das bolas anteriores, cosidas com linha de couro, que apresentavam um relevo alto, perigoso para os jogadores. 

França 1938: Allen

Tal como a Federale 102, a Allen era fabricada no país sede do Mundial, a França. As bolas Allen não tinham nenhuma marca comercial, mas uma bola com o nome da empresa foi colocada no círculo central antes da final para ajudar a promover e divulgar o fabricante.

Brasil 1950: Superball Duplo T

Originalmente patenteada por uma empresa argentina, que a batizou de Superval Doble T, foi depois adaptada para o Mundial-1950, e rebatizada como Superball Duplo T. Foi a primeira bola do Campeonato do Mundo sem cordões, o que lhe conferia uma superfície mais uniforme, esférica e bem vedada.

Suíça 1954: Swiss World Champion

Feita com couro curtido, e 18 longas tiras de couro, unidas por fios de nylon, a Swiss World Champion tinha uma cor ligeiramente amarelada, o que facilitava o acompanhamento do jogo em condições climatéricas adversas.

Suécia 1958: Top Star

Neste mundial, a FIFA organizou um concurso para escolher a melhor bola oficial para o torneio, e a vencedora foi a Top Star. Com 24 tiras de couro e revestida de cera para não absorver a humidade, foi a bola usada pelo jovem Pelé de apenas 17 anos, no jogo da final.

Foi também com esta bola que o atacante francês, Just Fontaine, marcou 13 golos em seis jogos, um recorde que se mantém até hoje.

Chile 1962: Mr Crack

Com 18 tiras de couro, a Mr Crack tinha painéis mais arredondados, o que a fazia parecer mais esférica. Com uma válvula de látex permitia que mantivesse a sua forma por mais tempo. No entanto, esta bola tinha graves problemas de absorção de água e várias seleções europeias preferiram usar bolas alternativas.

Inglaterra 1966: Challenge 4-Star

Fabricada pela Slazenger, uma empresa britânica conhecida por equipamentos de ténis e golfe, a Challenge 4-Star contava com 25 painéis e estava disponível em branco, amarelo e laranja. 

Foi com esta bola que Portugal se estreou em Campeonatos do Mundo, num torneio em que acabaria por alcançar um notável terceiro lugar.

México 1970: Telstar

Foi a partir deste mundial que a Adidas foi nomeada pela FIFA a fornecedora oficial das bolas, uma parceria que continua até hoje.

A Telstar contava com 32 painéis, 12 pentágonos pretos e 20 hexágonos brancos, um design que, desde então, é usado para representar uma bola de futebol em todo o mundo.

Neste Mundial foi introduzida uma novidade: as bolas exibiam a identificação do fabricante em grande destaque, e as palavras "Bola Oficial do Mundial".

Alemanha Ocidental 1974: Telstar Durlast

Esta bola seguiu o emblemático design da sua antecessora, e mantinha um revestimento de plástico “Durlast”, que a tornava resistente à água e à lama.

Bola Telstar 1974
Bola Telstar 1974DANIEL KARMANN / DPA / DPA PICTURE-ALLIANCE VIA AFP

Argentina 1978: Tango

Batizada em homenagem à dança mundialmente famosa originária da Argentina, a Tango contava com o famoso revestimento Durlast, impermeável, das bolas Telstar de 1970 e 1974.

Bola Tango Argentina
Bola Tango ArgentinaFoto por DANIEL KARMANN / DPA / DPA PICTURE-ALLIANCE VIA AFP

Espanha 1982: Tango España

Seguindo o sucesso do design de quatro anos antes, a Adidas fez apenas pequenas modificações na bola e mudou o nome para Tango España. A Tango España marcou o fim do revestimento Durlast, que foi substituído por uma cobertura em poliuretano.

Bola Tango España
Bola Tango EspañaFoto por ASA / DPA / DPA PICTURE-ALLIANCE VIA AFP

México 1986: Azteca

Batizada em homenagem aos astecas, que viviam na região do México, seguiu o formato da Tango e da Tango España. A Azteca era inteiramente feita em material sintético, o que garantia uma absorção mínima de água e tornava mais durável.

Foi com esta bola que Diego Armando Maradona marcou aquele que é considerado o golo mais icónico da história dos Campeonatos do Mundo.

Itália 1990: Etrusco Único

Esta bola foi batizada em homenagem ao povo etrusco, que viveu no centro e no norte de Itália, e era adornada com o símbolo maior da cultura etrusca - as cabeças de leões com as bocas abertas.

Bola Etrusco
Bola EtruscoFoto por DANIEL KARMANN / DPA / DPA PICTURE-ALLIANCE VIA AFP

EUA 1994: Questra

Esta bola seguiu o formato habitual com 12 painéis pentagonais e 20 hexagonais, e era decorada com planetas, estrelas e foguetes, uma referência à exploração espacial dos EUA.

Bola Questra
Bola QuestraFoto por DANIEL KARMANN / DPA / DPA PICTURE-ALLIANCE VIA AFP

França 1998: Tricolore

Esta foi a primeira bola multicolorida utilizada em Campeonatos do Mundo, nas cores azul, branco e vermelho, numa referência à bandeira de França, e introduziu uma das mais importantes inovações tecnológicas nas bolas de futebol: uma camada de espuma sintática composta por microesferas preenchidas com gás, que permitiam aumentar a velocidade e o “retorno de energia” da bola.

Esta tecnologia continua a ser utilizada até hoje em vários desportos, como, por exemplo, nas bolas de golfe.

Coreia/Japão 2002: Fevernova

O nome “Fevernova” significa a combinação das palavras "fever" ("febre") e "supernova". Esta bola introduziu uma camada melhorada de espuma sintática, que proporcionava um amortecimento extra e favorecia maior controlo e precisão. 

Um vendedor da Adidas utiliza uma bola de futebol oficial do Mundial de 2002 na Coreia/Japão
Um vendedor da Adidas utiliza uma bola de futebol oficial do Mundial de 2002 na Coreia/JapãoFoto por YOSHIKAZU TSUNO / AFP

Alemanha 2006: Teamgeist

A Teamgeist, em alemão "espírito de equipa", chegou com mais uma importante inovação: tinha 14 painéis projetados para se assemelharem a hélices e unidos termicamente, em vez de costurados, o que fazia com que a bola ficasse a menos de 1 % de ser uma esfera perfeita. 

Também, e pela primeira vez em Mundiais, cada bola trazia os nomes das duas seleções em campo, bem como o estádio, a cidade, a data e a hora do início da partida.

No jogo da final entre Itália e França, foi utilizado uma versão especial, chamada Teamgeist Berlin, com efeitos dourados.

Teamgeist bola da final entre Itália e França
Teamgeist bola da final entre Itália e FrançaFoto por DAVID HECKER / DDP / DDP IMAGES VIA AFP

África do Sul 2010: Jabulani

A Jabulani era composta por oito painéis 3D unidos termicamente numa esfera perfeita e contava com uma nova tecnologia "Groove N", desenvolvida pela Adidas para permitir maior precisão no remate e no controlo de bola.

Maradona com a bola do Mundial 2010
Maradona com a bola do Mundial 2010Foto por DANIEL GARCIA / AFP

Brasil 2014: Brazuca

O nome oficial da bola foi escolhido após uma votação que contou com a participação de mais de um milhão de adeptos brasileiros. 

Com seis painéis idênticos em forma de hélice, a estrutura superficial e a simetria foram concebidas para proporcionar maior qualidade aerodinâmica, estabilidade, toque e aderência. 

Bola Brazuca Mundial 2014
Bola Brazuca Mundial 2014Foto por LAURENCE GRIFFITHS / GETTY IMAGES SOUTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Rússia 2018: Telstar 18

Apresentada pela FIFA com a bola que evocava memórias inesquecíveis do Mundial de 1970, e de lendas como Pelé ou Gerd Müller, a Telstar 18 veio com a introdução de um chip de NFC "near-field communication" incorporado, que permitia interagir com a bola através de um smartphone.

Catar 2022: Al Rihla

A pensar na sustentabilidade, esta foi a primeira bola oficial criada com colas e tintas à base de água. 

Esta bola introduziu a tecnologia "Connected Ball", para ajudar os árbitros a tomar decisões mais rápidas e precisas durante o torneio, principalmente em relação a situações de fora de jogo.

Bola do Mundial-2022
Bola do Mundial-2022JVºRGEN FROMME / AUGENKLICK/FIRO SPORTPHOTO / DPA PICTURE-ALLIANCE VIA AFP

Canadá/EUA/México 2026: TRIONDA

O design da TRIONDA é inspirado pelos três países sedes do torneio: Canadá, Estados Unidos e México, e adornada com uma iconografia que representa cada país sede, com uma folha de ácer para o Canadá, uma águia para o México e uma estrela para os Estados Unidos. 

A bola tem mais uma vez tecnologia conectada, com um chip sensor que oferece informação sobre cada movimento da bola, enviando dados precisos para o VAR, em tempo real, melhorando a tomada de decisão dos árbitros.

Bola TRIONDA
Bola TRIONDADANIEL CARDENAS / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

Odds Vencedor do Mundial 2026

Espanha a 5.70 na Betano

Inglaterra a 7.50 na Betano

França a 7.50 na Betano

Brasil a 8.50 na Betano

Argentina a 9.25 na Betano

Portugal a 9.25 na Betano

Alemanha a 11.25 na Betano

Odds cortesia da Betano. Odds corretas à data da publicação e sujeitas a alterações.

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