"Esta decisão foi puramente comercial. A proposta mais vantajosa, tanto em termos financeiros como para a transmissão de vários torneios da FIFA, foi escolhida. Nasser Al-Khelaïfi não esteve absolutamente envolvido (...) A FIFA nunca assinou qualquer acordo com a Liga 1+", afirmou esta fonte.
O canal franco-catariano beIN Sports garantiu na quarta-feira os direitos de transmissão para França de todos os jogos do Mundial-2026 (de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá), enquanto a plataforma da Liga de Futebol Profissional (LFP), Liga 1+, tinha anunciado que existia um acordo com a FIFA.
A LFP Media, filial comercial da Liga, tinha comunicado que assinou um contrato de cerca de 20 milhões de euros com a FIFA, aguardando que fosse ratificado pela entidade mundial, um procedimento que é "normalmente uma formalidade", pensava-se então na LFP Media.
Este desfecho inesperado provocou uma grave crise no futebol profissional francês. O responsável da LFP Media, Nicolas de Tavernost, declarou à AFP "não estar mais em condições de continuar a sua missão" após um Conselho de Administração da LFP convocado de urgência, apontando a responsabilidade ao PSG, presidido por Nasser Al-Khelaïfi, também membro do CA da Liga.
"Toda esta agitação em França deixa-nos perplexos, pois tratou-se de um procedimento padrão de aquisição de direitos de media que decorreu com sucesso", referiu a mesma fonte à AFP.
