Antes do Super Bowl, Jozy Altidore acredita que o próximo Mundial vai calar os críticos

Jozy Altidore durante a sua passagem pelo Toronto FC
Jozy Altidore durante a sua passagem pelo Toronto FCJohn E. Sokolowski-USA TODAY Sports

O antigo avançado dos Estados Unidos, Jozy Altidore, está convicto de que o Mundial deste verão vai silenciar os que duvidam de que o futebol possa rivalizar com o futebol americano pela atenção do país, traçando paralelos com o impacto transformador do torneio de 1994.

Falando antes do duelo de domingo entre os Seattle Seahawks e os New England Patriots, Altidore rejeitou as sugestões de que o futebol teria dificuldades em ganhar espaço, apesar de os Estados Unidos coorganizarem o Mundial com o México e o Canadá.

"Penso que as pessoas dão demasiada atenção aos críticos", afirmou Altidore à Reuters na sexta-feira.

"Acho que o Mundial de 94 foi um bom exemplo do que pode significar receber o Mundial da FIFA, do impacto que pode ter numa comunidade. Porque, a partir daí, nasceu uma liga nos Estados Unidos".

O Mundial de 1994 conduziu diretamente à criação da Major League Soccer dois anos depois, e Altidore prevê um crescimento semelhante nesta edição.

"Quando olho para este verão, vejo um evento semelhante a acontecer, em que vai haver um aumento de interesse, de inscrições e de envolvimento de jovens e de pessoas por todo o país", referiu.

O antigo avançado da seleção, que marcou 42 golos em 115 jogos pelos Estados Unidos, confessou estar especialmente entusiasmado por ver o Haiti disputar o seu primeiro Mundial em mais de 50 anos, quando defrontar a Escócia em Boston.

Quanto às perspetivas da equipa dos EUA sob o comando do treinador Mauricio Pochettino, Altidore mostrou-se otimista.

"Penso que o Pochettino fez um excelente trabalho, ao chegar a uma nova cultura, a um novo ambiente, e realmente, a deixar a sua marca na equipa, a pô-los a jogar como ele quer", afirmou. "E acho que a equipa está a crescer no momento certo e a atingir o pico na altura ideal".

Altidore, que conquistou a MLS Cup com o Toronto FC em 2017 e se retirou há dois anos, acredita que o maior impacto do Mundial será sentido no desenvolvimento dos jovens, já que os pais, ao assistirem ao torneio, vão incentivar os filhos a praticar futebol.

Quanto ao seu favorito para o Super Bowl, Altidore, agora acionista minoritário dos Buffalo Bills, deixou clara a sua preferência. "Preferia muito mais ver Buffalo no Super Bowl," disse, antes de, com alguma relutância, escolher os Seahawks entre os finalistas de domingo.