Regragui marcou de forma indelével a história do futebol marroquino e mundial ao conduzir a seleção nacional até às meias-finais do campeonato no Catar, tornando Marrocos o primeiro país africano e árabe a alcançar tal feito. Apesar do seu enorme contributo, nos bastidores começou-se a falar da necessidade de mudança, impulsionada por sentimentos contraditórios após a última Taça Africana das Nações (CAN), em que a sua equipa terminou na segunda posição.
Perante a crescente pressão mediática e os rumores sobre um alegado acordo para terminar a colaboração, a federação respondeu com um comunicado breve e claro. "A Federação Real Marroquina de Futebol nega as notícias que circulam sobre a separação com o treinador Walid Regragui", lê-se na declaração oficial, com a qual a união procura acalmar a situação.
Enquanto a FRMF mantém oficialmente o apoio ao seu treinador, o jornal desportivo espanhol Marca avançou que, caso Regragui saia, o principal favorito é Xavi. O antigo treinador do Barcelona está sem clube há cerca de um ano e meio e representa para Marrocos uma escolha ideal, capaz de confirmar as elevadas ambições da equipa para o próximo Mundial-2026.
As negociações, contudo, não seriam fáceis, pois a lenda catalã já deixou claro que não gosta de assumir projetos em andamento. Marrocos está a preparar-se para o momento decisivo da época dentro de quatro meses, o que daria a Xavi um tempo extremamente curto para preparar a equipa. O novo treinador enfrentaria um enorme desafio, já que a seleção africana vai disputar o Mundial este verão num grupo atrativo contra o Brasil, a Escócia e o Haiti.
Se se confirmarem as especulações sobre a saída de Regragui, os adeptos despedir-se-iam de um homem que lhes proporcionou emoções inesquecíveis e um feito histórico, difícil de igualar. Toda a situação em torno do banco marroquino permanece num impasse, aguardando-se os próximos passos da direção e a eventual confirmação ou negação definitiva da demissão do treinador.
