Recorde as incidências do encontro
A qualificação para uma fase final de uma grande competição marca sempre o início de uma nova era em cada seleção e Portugal tem vindo, aos poucos, a tentar renovar a equipa enquanto procura cumprir os objetivos. Agora, a missão passa por conseguir o apuramento para o Mundial-2027, novamente com Francisco Neto no comando da equipa das quinas.

Arranque tremido
O selecionador apresenta a maior longevidade entre todos os técnicos ao serviço das seleções femininas e essa bagagem faz com que Portugal mantenha grande parte da estrutura ao longo dos anos. No início da qualificação, Jéssica e Diana Silva voltaram a ser titulares na frente de ataque, enquanto no banco estavam as médias Pauleta e Andreia Bravo a espreitar uma possível estreia pela seleção principal.
Os primeiros sinais mostraram que Portugal queria assumir o jogo. Kika Nazareth (3') rematou à figura da guardiã da Finlândia, mas as intenções portuguesas foram abaladas pela resposta nórdica, na melhor fase da Finlândia no primeiro tempo, com duas tentativas de fora da área de Lindstrom que ainda assustaram Inês Pereira.

Depois de 15 minutos de algumas dificuldades, Portugal voltou a pegar no jogo e teve uma grande ocasião por Diana Silva (28'), fruto da boa pressão de Jéssica Silva. Um corte em cima da linha de golo evitou o 1-0 para a equipa portuguesa, mas o sinal foi suficiente para voltar a colocar Portugal ao volante do encontro.
Pecados (quase) fatais
Andreia Jacinto (36') levou Anna Koivunen a fazer a primeira grande intervenção da partida e Diana Silva (41') também tentou visar a baliza finlandesa, mas acabou por permitir o corte de uma defesa, tal como Jéssica Silva numa má decisão já no período de descontos, quando foi servida pela avançada do Benfica e não sentiu confiança para arriscar o remate à entrada da área, mantendo-se o nulo ao intervalo.
O ritmo não baixou no início da segunda parte e Portugal continuou a carregar junto à baliza de Koivunen, acumulando uma sucessão de cantos e de oportunidades que já justificavam a vantagem do conjunto orientado por Francisco Neto.

Numa das ocasiões mais flagrantes, Diana Silva (51') viu Koivunen evitar o 1-0 com a perna, após excelente lance no lado direito do ataque português, e Kika (58') atirou ao lado quando estava em boa posição para abrir o marcador numa jogada de insistência na área finlandesa.
As alterações de Marko Saloranta devolveram alguma energia à Finlândia, que voltou a aproximar-se da área portuguesa, algo que não acontecia desde o início da primeira parte. Inês Pereira defendeu o remate de Engman (65') e segurou a tentativa de crescimento do conjunto finlandês antes de Francisco Neto revitalizar o ataque com as entradas de Ana Capeta e Carolina Santiago para voltar a carregar e forçar o golo do triunfo.
Descontos trouxeram a justiça
As mudanças permitiram a Portugal voltar a jogar no meio-campo adversário, com Tatiana Pinto e Andreia Faria a dominarem o meio-campo e Kika (85') novamente a desperdiçar em zona de golo numa altura em que parecia que o nulo não iria ser desfeito. No entanto, Lúcia Alves (90+1'), segundos depois de ver a placa com o tempo de compensação, virou o destino do encontro ao contrário e fez o 1-0 com um golaço de fora da área.
O azar dos 90 minutos chegou mesmo ao fim naquele pontapé e Portugal não só chegou ao 2-0, por Carolina Santiago (90+4') a passe de Kika, como ainda evitou o 2-1 numa grande penalidade defendida por Inês Pereira (90+7') após remate de Summanen. Aconteceu tudo nos descontos, mas a justiça chegou a tempo e Portugal arrancou a qualificação em grande.

