Figura central na conquista do Mundial de 2019 pelos Estados Unidos e no triunfo olímpico de 2024, Dunn ergueu o troféu de campeã da liga norte-americana por três vezes: com os North Carolina Courage em 2018 e 2019, e com os Portland Thorns em 2022.
Jogadora versátil, letal tanto no meio-campo como no ataque, tornou-se peça fundamental na defesa da seleção norte-americana, destacando-se como lateral-esquerda, apesar de não ser a sua posição de eleição.
"Deixo o futebol com um sentimento de paz e profunda realização por tudo o que alcancei. Estou grata pelas pessoas incríveis com quem tive o privilégio de trabalhar, desde colegas de equipa e treinadores até à família e amigos, e por todos os momentos fantásticos que partilhámos. Estou muito entusiasmada com o que o futuro me reserva", afirmou Dunn em comunicado.
Dunn é a mais recente de uma série de jogadoras de grande destaque da era dourada moderna dos Estados Unidos a anunciar a retirada. Jogou ao lado de nomes como Megan Rapinoe e Alex Morgan, consolidando-se como pilar da linha defensiva norte-americana. Foi uma das primeiras estrelas afro-americanas a afirmar-se no futebol feminino dos Estados Unidos que era, em tempos, maioritariamente branco, tornando-se um exemplo para as gerações seguintes.
"Chutei uma bola de futebol pela primeira vez aos quatro anos, sem imaginar que isso mudaria a minha vida. O meu percurso não foi perfeito, mas foi maravilhoso", apontou.
