Recorde aqui as incidências do encontro
A campeã do mundo não pode faltar na defesa do seu título. Por isso, a Espanha levou muito a sério a estreia na fase de qualificação para a próxima edição de 2027. Anulou a Islândia, que só não saiu goleada na primeira parte graças à sua guarda-redes espetacular. Foi um autêntico monólogo, um cerco constante, uma tentativa atrás da outra de quase todas as internacionais para derrubar a muralha nórdica.

Vicky López esteve especialmente ativa pelo flanco direito, tendo desfrutado de duas ocasiões claras, ambas travadas por Runarsdottir. Alexia Putellas assumiu-se como o farol da equipa. Muitas das ações ofensivas passavam por ela, na tentativa de desbloquear a defesa islandesa. Laia Codina, Ona Batlle e Claudia Pina tentaram de longe e de perto, mas sem sucesso.
Claudia Pina, a desbloquear
Até que, após um choque violento entre Olga Carmona e Jonsdottir, que chegou muito atrasada, a bola ficou solta à entrada da área. E aí Pina disparou um remate potente que finalmente quebrou a resistência da guarda-redes adversária, assinando o 1-0.
Com essa alegria, mas também com o susto protagonizado por Putellas ao cair e magoar-se no ombro, chegou o intervalo. O guião, com a Espanha a sufocar novamente a Islândia, não mudou nada após o recomeço. Bem, mudou sim: bastaram nove minutos para que Claudia Pina voltasse a mostrar o seu instinto goleador. Recebeu na área, fez dois dribles e colocou a bola no ângulo para fazer o 2-0. Um grande golo.
Da Nigéria a Munique, passando por Sevilha
Foi preciso esperar um pouco mais pelo terceiro golo, o da tranquilidade definitiva. Depois de muito domínio e poucas oportunidades, Nuria Bermúdez aproveitou para dar minutos a Edna Imade e a nigeriana-sevilhana não desiludiu, marcando o seu primeiro golo como internacional após assistência de Ona Batlle. A jogadora do Bayern de Munique temporizou bem para impor o seu físico com um salto prodigioso e um cabeceamento extraordinário que beijou as redes.
Ainda tentaram as espanholas chegar ao quarto, mas foi a Islândia quem esteve mais perto de marcar. Um cabeceamento de Sigurdardottir já perto do fim acertou na trave, após desvio de Nanclares. Assim conseguiu a seleção manter-se invicta desde que Bermúdez assumiu o comando da Roja.
