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Apoio do público: "Esperamos uma casa bem composta, com energia positiva muito grande e que seja contagiante para as nossas jogadoras. Pedimos o mesmo às jogadoras: o público vem sempre atrás das nossas exibições e da nossa energia. Queremos muita energia, bom espírito, alegria e o que nos tem caracterizado: organização, competitividade e vontade de vencer. Será um jogo muito importante".
Antevisão à Finlândia: "É um adversário que está um lugar atrás de nós no ranking, isso diz muito sobre a Finlândia. Tal como Portugal, esteve no último Campeonato Europeu, tem vindo a crescer, tem transformado o espaço competitivo das jogadoras. Ao contrário do passado, em que tinha muitas jogadoras no campeonato interno, começou a exportar para a Liga inglesa e a Liga sueca, isso tem feito com que as jogadoras tenham crescido. Será um jogo muito difícil, mas em nossa casa queremos vencer".
Moral da equipa após uma fase turbulenta: "A moral é a de sempre. Toda a gente gosta de ganhar, jogar depois de vitórias é sempre melhor, mas também temos uma equipa muito experiente. Já passamos por momentos atribulados, outros melhores, sabemos que os ciclos não duram para sempre e que a única coisa que podemos controlar é o treino seguinte e o jogo seguinte. É nisso que nos focamos".

Portugal favorito a chegar a fases finais: "A responsabilidade do passado dá-nos muita ambição para o futuro. Já lá estivemos, somos capazes, queremos repetir e temos essa responsabilidade e desafio para nós próprios. Sabemos que o trajeto de um apuramento para o Campeonato do Mundo é diferente do de um Europeu por causa do número de vagas, mas isso não nos tira a ambição de querer estar no Brasil em 2027. É uma caminhada longa, com muitos jogos e desafios a todos os níveis. Amanhã é o primeiro desafio que teremos que defrontar e ultrapassar".
Mudanças na Finlândia: "A Finlândia é uma equipa que tem alterado a forma de jogar e pressiona mais alto os adversários e coloca muita gente nessa primeira pressão. Acreditamos que é isso que querem fazer amanhã, por isso o primeiro desafio é controlar o jogo, não permitir que entre numa dimensão física e de muitas transições, não é onde nos sentimos mais confortáveis, mas temos que estar preparados para isso. Quanto maior for a nossa capacidade para assumir o jogo e empurrar a Finlândia para mais próximo da sua baliza, mais confortáveis estamos no jogo".
Espaço para estrear jogadoras: "Temos vindo a preparar as jogadoras, queremos ao máximo enquanto equipa técnica - e temos falado com as jogadoras sobre isso - ter 25 jogadoras aptas para o jogo, mas também sabemos que todas elas nos aportam coisas diferentes. As escolhas de manhã serão sempre em função do rendimento desportivo desta semana em vez da estratégia de jogo para o dia. Há jogadoras que se adaptam mais às características de amanhã, outras mais adaptadas para o jogo que vamos ter no sábado (com a Eslováquia). É muito por aqui que iremos olhar, de um lado estratégico, mas muito feliz pelo que conseguiram trazer, tanto as que estão há mais tempo, como as mais novas".
Gestão física e mudanças entre jogos: "Não está definido. As datas FIFA alteraram, esta foi a que nos deu mais tempo de trabalho, por isso permitiu-nos recuperar melhor as jogadoras. Antigamente chegavam ao domingo e jogavam na sexta-feira, agora tivemos mais tempo para recuperar as jogadoras. Vamos jogo a jogo, não há nenhuma gestão do lado físico, não é por aí que joga uma ou outra. Olhamos para o lado estratégico, a ver que o adversário nos pode dar e o que podemos dar. A dimensão física será gerida jogo a jogo. Se amanhã conseguirmos ter mais bola vamos chegar menos cansados no final do jogo, se tivermos mais tempo a defender, vamos estar mais cansados. Sabemos qual é a nossa intenção, mas não como o jogo se vai desenrolar. Temos um grupo preparado para jogar os dois jogos".
12 anos à frente da seleção nacional: "Olho para trás com muito orgulho. É algo que me honra enquanto pessoa. Sou apenas mais um - e não quero mais do que isso - que ajudou que o futebol feminino crescesse. As nossas jogadoras, elas sim, com tantos jogos, é que são as grandes impulsionadoras porque foram elas que abriram portas dentro de campo. O mérito é todo delas, o trabalho do clube e das associações é algo com que nos batemos muito porque é muito importante realçar.
A estabilidade, enquanto equipa técnica, é algo que tem sido norma da Federação Portuguesa de Futebol, não só na seleção principal feminina, mas noutras seleções também e daí vem o rendimento desportivo. Nem tudo foi perfeito, mas esta estabilidade permite-nos trabalhar e as jogadoras terem muita confiança no nosso trabalho, no desenvolvimento que queremos para a equipa. Isso dá-nos confiança para o que aí vem, mas também nos obriga - treinadores - a reinventarmos a cada ciclo. Temos vindo a fazer isso, seja na forma como comunicamos com as jogadoras, como a proposta de jogo para o contexto internacional. Temos vindo a crescer e a fazer diferente porque só assim estamos 12 anos à frente de uma equipa".

