Mundial feminino: Francisco Neto assume que 12 anos no comando devem-se a "estabilidade" e "confiança"

Francisco Neto, selecionador nacional feminino
Francisco Neto, selecionador nacional femininoFPF

O selecionador português feminino de futebol, Francisco Neto, enalteceu a “estabilidade” e “confiança muito grande” por parte da atual e da anterior direção da FPF, que permitiram atingir doze anos no comando técnico da equipa nacional.

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É norma desta casa, não só no caso do futebol feminino como no futebol e futsal masculino e feminino e mesmo nos treinadores da formação, a estabilidade das pessoas que faz com que tenhamos tempo e espaço para trabalhar. Temos sentido isso, por parte das direções e este ano também da nova direção, uma confiança muito grande nesta estabilidade no que temos feito e isso dá-nos alguma garantia de que podemos ir fazendo as nossas coisas, o que achamos que pode aportar ao crescimento do futebol feminino”, transmitiu, com satisfação, perante a sua já longa estada no cargo.

Em entrevista à Lusa, concedida poucos dias após ter celebrado o 12.º aniversário como selecionador nacional feminino, Francisco Neto recusou projetar o seu futuro num prazo tão longo quanto o Plano Estratégico da FPF, que se prolonga até 2036, preferindo avaliá-lo a partir de “ciclos”, o primeiro previsto para o pós-Mundial 2027.

Não penso a tão longo prazo, como também no dia 25 de fevereiro de 2014 não pensava a um tão longo prazo. Acima de tudo, pensamos por ciclos, é essa a minha maneira de estar, é o que também acho que faz sentido dentro das instituições, temos ciclos para ir cumprindo, vamos falando e acertando as coisas em função dos ciclos que temos. Agora temos aqui o ciclo do Mundial, no final desse ciclo faremos a tal reflexão em função do que forem os resultados e tomaremos sempre decisões para a frente. É assim que acho que temos trabalhado e é o que fará sentido”, anteviu.

Sem pensar em metas futuras, o técnico da seleção portuguesa feminina de futebol assinalou que a linha orientadora do trabalho a cumprir passará pela “identidade” da equipa que, garante, será muito própria.

Temos um carimbo anexado, como uma equipa organizada, com personalidade, que sabe o que quer e que tenta dominar os jogos, pressionar mais alto, marcar golos, essa é a identidade que queremos ter. Dizemos muitas vezes a brincar às jogadoras que se um adepto que não conhecesse o símbolo de Portugal e se sentasse numa bancada a olhar para um jogo teria de dizer qual era Portugal”, explicou.

Portugal recebe a seleção finlandesa esta terça-feira, em Vizela, e, quatro dias depois, é anfitrião da Eslováquia, no Estádio Municipal Cidade de Barcelos, para dar início à fase de qualificação para o Mundial feminino de futebol, que se realiza no Brasil, entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027.

A equipa das Quinas procura a segunda participação no torneio à escala global em dez edições o que, a confirmar-se, seria também a segunda consecutiva depois de, em 2023, ter participado na edição disputada na Nova Zelândia, na qual se estreou em fases finais e não ultrapassou a fase de grupos.