Mundial feminino: Portugal tenta prolongar assiduidade em fases finais desde 2017

Portugal arranca qualificação para o Mundial-2027
Portugal arranca qualificação para o Mundial-2027FPF

A seleção portuguesa feminina procura manter a tendência para participar em fases finais das principais competições desde 2017, tentando alcançar a segunda presença seguida em campeonatos mundiais.

Siga o Portugal - Finlândia no Flashscore

Inserida no Grupo 3 da Liga B da fase de qualificação da UEFA, com Finlândia, Eslováquia e Letónia, a equipa das quinas precisa de obter um dos três primeiros lugares e de superar posteriormente duas rondas de play-off para garantir o acesso ao Mundial-2027, no Brasil, depois da estreia em campeonatos do mundo em 2023, numa edição organizada pela Austrália e pela Nova Zelândia.

Se consumar o apuramento para o torneio que se disputa pela primeira vez em solo brasileiro, entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, Portugal reforça a assiduidade nas fases decisivas dos torneios, que vigora desde 2017, sendo a ausência do Mundial-2019, em França, a única exceção a essa regra.

Com uma expressão reduzida no panorama feminino durante os primeiros campeonatos da Europa, cuja edição inaugural decorreu em 1984, e os primeiros campeonatos do mundo, lançados em 1991, Portugal encontrou o caminho para a ribalta na qualificação para o Euro-2017, organizado pelos Países Baixos, com 16 seleções.

Após o segundo lugar no Grupo 2, somente atrás da Espanha, a equipa orientada por Francisco Neto, selecionador nacional desde 2014, venceu o play-off decisivo com a Roménia, graças a um nulo na primeira mão, em 21 de outubro, no Estádio do Restelo, em Lisboa, e um empate em Cluj-Napoca, após prolongamento (1-1), em 25 de outubro.

Portugal estreou-se em fases finais de europeus em 19 de julho de 2017, com uma derrota por 2-0 perante a Espanha, na cidade neerlandesa de Doetinchem, mas venceu a Escócia (2-1) na jornada seguinte e manteve a esperança em apurar-se para os quartos-de-final até ao derradeiro jogo, com a Inglaterra (derrota por 2-1), que viria a ditar o quarto e último lugar do Grupo D e a consequente eliminação.

Afastado da fase final do mundial de 2019, após uma fase de qualificação em que foi terceiro classificado do Grupo 6, atrás da Itália e da Bélgica, o conjunto luso regressou às fases finais no Euro-2022, em Inglaterra, ao substituir a Rússia, seleção que eliminara a equipa das quinas no play-off, antes de ser excluída face à invasão em larga escala da Ucrânia, lançada em 24 de fevereiro de 2022.

Quarto e último classificado do Grupo C, que incluía ainda a Suécia, primeira classificada, os Países Baixos, segundos, e a Suíça, terceira, a equipa das quinas deixou cedo a prova, mas encarou a fase de qualificação seguinte com um nível que valeu uma inédita presença em mundiais.

Segundo classificado no Grupo H da UEFA, atrás da cotada Alemanha, Portugal venceu as duas rondas europeias de play-off, com a Bélgica (2-1), em Vizela, e com a Islândia (4-1, após prolongamento), em Paços de Ferreira, ambas em outubro de 2022, antes do decisivo play-off intercontinental, onde venceu os Camarões (2-1), na cidade neozelandesa de Hamilton, em 22 de fevereiro de 2023.

O conjunto luso regressou à Nova Zelândia em julho de 2023 para disputar o Grupo E do Mundial-2023, no qual perdeu com os Países Baixos (1-0), derrotou o Vietname (2-0) e empatou com os Estados Unidos (0-0), seleção recordista de títulos mundiais, com quatro.

Terceira classificada do grupo, com quatro pontos, a seleção portuguesa falhou o acesso aos oitavos-de-final, mas robusteceu a sua posição nos rankings da FIFA e da UEFA, tendo disputado a Liga A das duas primeiras edições da Liga das Nações, e garantido a terceira participação em campeonatos da Europa no ano transato.

Na Suíça, Portugal disputou o Grupo B e foi quarto e último classificado, após ser goleado pela Espanha, campeã mundial (5-0), empatar com a Itália (1-1) e perder ante a Bélgica (2-1).