Apesar das preocupações com possíveis atrasos no andamento do jogo, o VAR terá um papel ainda mais amplo no Mundial-2026. Pelas regras atuais, apenas cartões vermelhos diretos podem ser revistos pelo VAR, e não duas faltas passíveis de cartão amarelo.
A IFAB afirma que cantos concedidos incorretamente só serão revertidos se a revisão "puder ser concluída imediatamente e sem atrasar o reinício da partida".
Contagens regressivas serão introduzidas para pontapés de baliza, lançamentos laterais e substituições, numa tentativa de desencorajar a perda de tempo. Se um jogador demorar muito, a posse de bola passará para a outra equipa, o que significa que um pontapé de baliza poderá tornar-se um canto, ou um lançamento lateral poderá ser concedido ao adversário.
Os jogadores terão 10 segundos para deixar o campo assim que o seu número for exibido no painel de substituições. Caso não o façam, ainda deverão deixar o campo imediatamente, mas o substituto não poderá entrar em campo até à próxima paragem do jogo, após pelo menos um minuto de jogo ter decorrido.
Jogadores que receberem assistência médica para uma lesão, ou cuja lesão cause a interrupção do jogo, deverão deixar o campo durante um minuto antes de poderem regressar.
As mudanças nas regras, acordadas numa reunião em Cardiff, entrarão oficialmente em vigor a partir de 1 de julho, mas serão adotadas no Mundial-2026, que começa em 11 de junho.
A IFAB também realizará consultas para desenvolver medidas para casos em que jogadores deixem o campo em protesto contra uma decisão do árbitro e cubram a boca ao confrontar adversários durante as partidas. Vinícius Júnior, do Real Madrid e da seleção brasileira, afirmou ter sido vítima de racismo numa partida da Liga dos Campeões contra o Benfica, no início deste mês, quando Gianluca Prestianni cobriu a sua boca com a camisola.
O argentino negou ter proferido insultos racistas contra o brasileiro, mas foi suspenso provisoriamente para o jogo da segunda mão, enquanto a UEFA investiga o ocorrido.
A outra situação ocorreu em meados de janeiro, durante a final da Taça das Nações Africanas entre Senegal e Marrocos, quando os primeiros abandonaram o terreno de jogo quando foi marcado um controverso penálti a favor dos anfitriões, muito perto do fim do jogo.
