Mundial-2026: Ampliada ação do VAR e novas regras para limitar perdas de tempo

Mundial-2026 apresentará inovações nas regras do futebol
Mundial-2026 apresentará inovações nas regras do futebolAnke Waelischmiller/Sven Simon/dpa Picture-Alliance via AFP

O International Board (IFAB) decidiu este sábado implementar novas regras já no Mundial-2026, destacando-se o alargamento do raio de ação do VAR, bem com a limitação das perdas de tempo.

Apesar das preocupações com possíveis atrasos no andamento do jogo, o VAR terá um papel ainda mais amplo no Mundial-2026. Pelas regras atuais, apenas cartões vermelhos diretos podem ser revistos ​​pelo VAR, e não duas faltas passíveis de cartão amarelo.

A IFAB afirma que cantos concedidos incorretamente só serão revertidos se a revisão "puder ser concluída imediatamente e sem atrasar o reinício da partida".

Contagens regressivas serão introduzidas para pontapés de baliza, lançamentos laterais e substituições, numa tentativa de desencorajar a perda de tempo. Se um jogador demorar muito, a posse de bola passará para a outra equipa, o que significa que um pontapé de baliza poderá tornar-se um canto, ou um lançamento lateral poderá ser concedido ao adversário.

Os jogadores terão 10 segundos para deixar o campo assim que o seu número for exibido no painel de substituições. Caso não o façam, ainda deverão deixar o campo imediatamente, mas o substituto não poderá entrar em campo até à próxima paragem do jogo, após pelo menos um minuto de jogo ter decorrido.

Jogadores que receberem assistência médica para uma lesão, ou cuja lesão cause a interrupção do jogo, deverão deixar o campo durante um minuto antes de poderem regressar.

As mudanças nas regras, acordadas numa reunião em Cardiff, entrarão oficialmente em vigor a partir de 1 de julho, mas serão adotadas no Mundial-2026, que começa em 11 de junho.

A IFAB também realizará consultas para desenvolver medidas para casos em que jogadores deixem o campo em protesto contra uma decisão do árbitro e cubram a boca ao confrontar adversários durante as partidas. Vinícius Júnior, do Real Madrid e da seleção brasileira, afirmou ter sido vítima de racismo numa partida da Liga dos Campeões contra o Benfica, no início deste mês, quando Gianluca Prestianni cobriu a sua boca com a camisola.

O argentino negou ter proferido insultos racistas contra o brasileiro, mas foi suspenso provisoriamente para o jogo da segunda mão, enquanto a UEFA investiga o ocorrido.

A outra situação ocorreu em meados de janeiro, durante a final da Taça das Nações Africanas entre Senegal e Marrocos, quando os primeiros abandonaram o terreno de jogo quando foi marcado um controverso penálti a favor dos anfitriões, muito perto do fim do jogo.