Oke Göttlich, presidente do St. Pauli da Bundesliga e vice-presidente da DFB, afirmou que quis "lançar o debate" e exigiu respostas dos responsáveis sobre um possível boicote – incluindo de Bernd Neuendorf. Além do presidente da DFB, também representantes de clubes manifestaram-se recentemente contra um boicote, durante a receção de Ano Novo da Liga Alemã de Futebol (DFL).
"Acreditamos no poder unificador do desporto e no impacto global que um Mundial de futebol pode ter. O nosso objetivo é reforçar essa força positiva – não impedi-la", escreveu a DFB num comunicado.
A federação alemã encontra-se "a preparar o torneio em articulação com representantes da política, segurança, economia e desporto".
Göttlich quer acender o debate
Neuendorf e o presidente da Liga, Hans-Joachim Watzke, também expressaram o seu desagrado pelo facto de Göttlich ter impulsionado o debate. Esta discussão surge "num momento inoportuno", afirmou o presidente da DFB: "O colega está há pouco tempo connosco. Infelizmente, avançou sem concertação."
A política agressiva do presidente norte-americano Donald Trump relativamente à Gronelândia, as recentes ameaças de tarifas aduaneiras ao co-anfitrião Canadá e a escalada das operações da agência de imigração ICE em Mineápolis, com uma segunda vítima mortal em duas semanas e meia, fazem com que muitos olhem com receio para os Estados Unidos. Também no meio político surgiram as primeiras vozes a sugerir um boicote. Desde segunda-feira, o governo federal alemão aconselha oficialmente os viajantes a redobrarem a cautela.
"O futebol tem de ser capaz de suportar que este tema seja debatido", afirmou Göttlich na segunda-feira. Agora, a DFB escreveu: "Queremos medir-nos no próximo verão, em competição leal, com as outras equipas qualificadas. E queremos que os adeptos de todo o mundo celebrem uma festa pacífica do futebol nos estádios e nas zonas de adeptos – tal como vivemos no Campeonato da Europa de 2024 no nosso país."
