Mundial-2026: Os jogadores argentinos que podem jogar por outros países

Mateo Retegui joga na seleção italiana desde 2023
Mateo Retegui joga na seleção italiana desde 2023ČTK / imago sportfotodienst / STUDIO FOTOGRAFICO BUZZI SRL

O Mundial-2026 nos Estados Unidos, México e Canadá já se começa a sentor. Enquanto a seleção argentina prepara-se para competir no Grupo J contra Argélia, Áustria e Jordânia, há outro fenómeno interessante: jogadores nascidos na Argentina (ou com raízes argentinas) que podem disputar o Campeonato do Mundo a defender outras bandeiras.

A globalização do futebol e as duplas nacionalidades reabrem o debate. Alguns escolheram outro país pela oportunidade desportiva; outros, por história familiar.

Confira o calendário do Mundial

Mateo Retegui e o caminho para Itália

Um dos casos mais notáveis é o de Mateo Retegui. Formado no Boca Juniors e com passagens pelo Estudiantes e Talleres, o avançado explodiu no Tigre antes de emigrar para o futebol italiano. Perante a falta de espaço na seleção dirigida por Lionel Scaloni, aceitou o convite da seleção italiana e hoje faz parte do projeto da Azzurra.

Galíndez e Berterame: identidade construída no exterior

Outro exemplo é o de Hernán Galíndez. Revelado no Rosario Central, o guarda-redes desenvolveu grande parte de sua carreira no Equador, obteve a nacionalidade e atualmente representa a seleção equatoriana.

Germán Berterame vive uma situação semelhante. Formado no San Lorenzo e consolidado no futebol mexicano após várias temporadas no Atlético San Luis e no Monterrey. Naturalizado, hoje defende a seleção mexicana.

O caso Reyna: raízes argentinas, coração americano

A história de Giovanni Reyna é diferente. Filho de Claudio Reyna, histórico jogador dos Estados Unidos, tem ascendência argentina por parte do seu avô Miguel, que jogou nas divisões juvenis do país. Embora existisse a possibilidade simbólica, Giovanni esteve sempre ligado à seleção dos Estados Unidos, onde é um dos jovens destaques.

Treinadores argentinos em outros bancos

A presença argentina no Mundial não se limitará aos jogadores. Vários treinadores nascidos no país comandarão seleções estrangeiras:

• Gustavo Alfaro – Seleção do Paraguai

• Marcelo Bielsa – Seleção do Uruguai

• Sebastián Beccacece – Seleção do Equador

• Néstor Lorenzo – Seleção da Colômbia

• Mauricio Pochettino – Seleção dos Estados Unidos

Sem contar, é claro, com Lionel Scaloni à frente da Argentina.