Mundial-2026: Otamendi, Messi e os 18 nomes fixos na lista da Argentina para a defesa do título

Julián, Messi e Lautaro celebram um golo da Argentina
Julián, Messi e Lautaro celebram um golo da ArgentinaMARCELO ENDELLI / GETTY IMAGES SOUTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Faltam pouco mais de cinco meses para o início do Mundial-2026 e Lionel Scaloni começa a definir, ainda que de forma informal, a lista dos 26 jogadores que tentarão defender o título conquistado no Catar.

Muita coisa ainda pode acontecer até lá - lesões, quebras de rendimento ou o aparecimento de jovens talentos -, mas o momento atual permite traçar um primeiro cenário bastante claro.

A Seleção Argentina fará parte do Grupo J. A estreia será na terça-feira, 16 de junho, frente à Argélia, em Kansas City. Depois, defrontará a Áustria na segunda-feira, 22, em Dallas, e encerrará a fase de grupos no sábado, 27, diante da Jordânia, novamente em Dallas.

Este não é um prognóstico definitivo, mas sim uma radiografia do momento. Para facilitar a análise, os nomes dividem-se em três grupos: confirmados, encaminhados e os que, neste momento, estão mais afastados.

Os confirmados: a base do Mundial (20 jogadores)

Salvo imprevistos, estes jogadores têm hoje o lugar praticamente assegurado. Fazem parte do núcleo duro do ciclo Scaloni ou atravessam um excelente momento.

Guarda-redes

Emiliano Martínez Titular indiscutível, figura nos títulos e líder do grupo.

Gerónimo Rulli – Sempre presente nas convocatórias, guarda-redes de total confiança.

Defesas

Nahuel Molina – Dono do lado direito da defesa.

Gonzalo Montiel – Opção habitual, muito apreciado pela equipa técnica.

Cristian Romero – Referência absoluta no eixo defensivo.

Nicolás Otamendi – Experiente, líder e voz forte no balneário.

Lisandro Martínez – Central canhoto fundamental, se estiver em boas condições físicas.

Nicolás Tagliafico – Regularidade e fiabilidade asseguradas.

Médios

Rodrigo De Paul O motor da equipa.

Leandro Paredes – Parte do núcleo histórico do ciclo.

Enzo Fernández – Dinamismo, técnica e experiência europeia.

Alexis Mac Allister – Polivalente e consolidado na elite.

Giovani Lo Celso Quando está bem fisicamente, é a primeira opção.

Giuliano Simeone – Perfil físico, intensidade e projeção.

Nicolás Paz – Jovem que a equipa técnica quer integrar e potenciar.

Avançados

Lionel Messi – Se decidir estar presente, não há discussão possível.

Lautaro Martínez – Melhor marcador do ciclo.

Julián Álvarez – Completo, versátil e peça-chave.

Nicolás González Dá profundidade e equilíbrio.

Thiago Almada Potencial, confiança do treinador e experiência em Mundiais.

Os que lutam pelos últimos lugares (do 21.º ao 26.º)

É aqui que está a zona mais disputada da lista. Alguns estão bem posicionados, outros dependem da sua continuidade ou do contexto.

Walter Benítez – Atualmente parte em vantagem para ser o terceiro guarda-redes.

Juan Foyth – Polivalente e muito valorizado se estiver em boa forma.

Leonardo Balerdi – Bom momento na Europa, opção para central.

Facundo Medina / Marcos Senesi – Disputa direta por um lugar como defesa canhoto.

Marcos Acuña – Experiência e percurso, concorre com Barco.

Valentín Barco – Juventude e versatilidade, ganha cada vez mais consideração.

Exequiel Palacios – Depende da sua continuidade física.

Franco Mastantuono – Forte aposta para o futuro, pode ser o 25.º.

José Manuel López – Avançado, opção concreta para fechar a lista.

Os que estão longe do Mundial

Há jogadores com talento inquestionável, mas que neste momento não estão no radar imediato. Paulo Dybala é o caso mais evidente: a falta de continuidade devido a lesões joga contra si. Algo semelhante acontece com Matías Soulé, que ainda não conseguiu afirmar-se, e com Alan Varela, prejudicado pela enorme concorrência na sua posição.

Outros nomes como Facundo Cambeses, Joaquín Panichelli, Valentín Gómez, Equi Fernández, Claudio Echeverri, Valentín Carboni ou Juan Nardoni têm potencial, mas neste momento estão um patamar abaixo.

O caso de Alejandro Garnacho é particular: joga num clube de topo como o Chelsea, mas a irregularidade impede-o de entrar totalmente na discussão. Também ficam para trás nomes como Ángel Correa, Emiliano Buendía, Agustín Rossi ou Aarón Anselmino.

Uma lista aberta, mas com uma base clara

Scaloni já o demonstrou ao longo do ciclo: a lista não se oferece, conquista-se com rendimento, compromisso e continuidade. A cinco meses do Mundial, a base está definida, as margens são cada vez mais curtas e a luta pelos últimos lugares promete ser intensa.

O tempo dirá quem entra e quem fica de fora, mas hoje a Seleção já começa a desenhar o grupo que tentará escrever mais um capítulo histórico.