Mundial-2026: "Todos os jogos vão ser disputados com lotação esgotada", garante Infantino

Gianni Infantino, presidente da FIFA
Gianni Infantino, presidente da FIFAKARIM JAAFAR / AFP

Os 104 jogos do Mundial-2026 vão ser disputados "com lotação esgotada", garantiu esta quarta-feira o presidente da FIFA, Gianni Infantino, mesmo havendo ainda bilhetes disponíveis antes do início da competição, a 11 de junho.

"A procura existe, cada jogo está com lotação esgotada", afirmou Infantino à CNBC, numa altura em que a segunda fase de venda de bilhetes terminou em janeiro.

Segundo o presidente da FIFA, houve "508 milhões de pedidos (de bilhetes) em quatro semanas para cerca de sete milhões de bilhetes disponíveis, vindos de mais de 200 países".

"Nunca vimos nada assim, é extraordinário", entusiasmou-se o dirigente do organismo mundial do futebol, sublinhando que a FIFA "reservou bilhetes para a fase de venda de última hora", que começa em abril e decorre até ao final do Mundial, a 19 de julho. Referiu ainda o preço dos bilhetes, considerado "exorbitante" pelas associações de adeptos e que também atingiu valores recorde nos sites de revenda.

"É como se num mês houvesse 104 edições do Super Bowl", a final do Campeonato de futebol americano, o evento desportivo mais visto nos Estados Unidos, "e naturalmente isso tem impacto nos preços", explicou.

Impacto económico duradouro

"O preço dos bilhetes foi definido, mas existe, sobretudo nos Estados Unidos, algo chamado de tarifação dinâmica, o que faz com que os preços subam ou baixem" conforme a procura e o cartaz do jogo, explicou Gianni Infantino.

"Também pode revender os seus bilhetes nas plataformas oficiais, o mercado secundário, e os preços vão continuar a aumentar. Faz parte do mercado", acrescentou.

Para este Mundial fora do comum (48 equipas e três países organizadores: Estados Unidos, Canadá e México), estimou os rendimentos da FIFA em "11 mil milhões de dólares, talvez um pouco mais". Mas "cada dólar é reinvestido no futebol nos 211 países" filiados, garantiu.

Estimou ainda o impacto do Mundial na economia americana em "cerca de 30 mil milhões de dólares em turismo, restauração, segurança, investimentos, etc.". Segundo Infantino, além dos sete milhões de espectadores, o Mundial-2026 vai atrair entre 20 e 30 milhões de turistas e criar "185 000 empregos a tempo inteiro".

"Isto terá um enorme efeito (...) e espero que esse efeito não se limite ao Mundial, mas (continue) no futuro", afirmou Infantino.