Quantos bilhetes?
De acordo com a FIFA, foram colocados à venda cerca de sete milhões de bilhetes. Por pessoa, o limite é de quatro bilhetes por jogo e 40 para toda a competição. Mais de dois milhões de bilhetes foram adquiridos na primeira fase de venda, realizada em outubro por sorteio.
A segunda fase (dezembro-janeiro) também foi baseada num sistema de lotaria e atraiu 508 milhões de pedidos, um recorde. A FIFA não revelou o número de bilhetes atribuídos, mas os jogos mais procurados foram Colômbia-Portugal (27 de junho em Miami), México-Coreia do Sul (18 de junho em Guadalajara) e a final (19 de julho em East Rutherford, Nova Jérsia).
Os preços disparam...
Para este torneio com um formato inédito (104 jogos), o preço dos bilhetes varia consoante o cartaz. Segundo a associação Football Supporters Europe (FSE), o dossiê de candidatura prometia bilhetes a partir de 21 dólares, mas os mais baratos custam 60 dólares (Áustria-Jordânia ou Brasil-Haiti).
A maioria está fixada em pelo menos 200 dólares para os jogos das principais seleções, e 2.000 dólares para a final na categoria mais acessível, enquanto os melhores lugares atingem os 8.680 dólares.
Gianni Infantino, presidente da FIFA , atribuiu esta subida ao "mercado". "Existe, sobretudo nos Estados Unidos, algo chamado de tarifação dinâmica, o que faz com que os preços subam ou desçam" consoante a procura e o cartaz do jogo, explicou.
Criticada pela sua política de preços, a FIFA reservou um contingente de bilhetes a 60 dólares para as associações de adeptos. Para os mais abastados, a organização oferece "pacotes" que combinam bilhetes e espaços reservados (lounge ou camarote VIP): para o jogo da França frente ao Senegal, a 16 de junho em East Rutherford, esta opção custa entre 2.900 e 4.500 dólares.
...e vão continuar a subir
A FIFA guardou um número não divulgado de bilhetes que irá disponibilizar em abril e até ao final da competição para uma venda de última hora "segundo o princípio do primeiro a chegar, primeiro a ser servido".
Em último recurso, existem as plataformas de revenda, incluindo a gerida pela própria FIFA. Mas este mercado secundário é livre – cada vendedor define o seu preço – nos Estados Unidos e no Canadá, o que faz com que os preços, já proibitivos, subam ainda mais: um lugar no topo da bancada (categoria 3) para México-África do Sul passa de 895 para 5.324 dólares.
Os extras
Para assistir aos jogos, é preciso somar o preço do voo, do alojamento – cujos preços também disparam –, da alimentação, do aluguer de viatura, já que vários estádios ficam a 30 minutos dos centros das cidades. Mas um lugar de estacionamento para um jogo da fase de grupos custa entre 100 dólares (em Atlanta) e 300 dólares (em Los Angeles).
Para os visitantes que não beneficiam do Esta (Sistema Eletrónico de Autorização de Viagem), a despesa aumenta ainda com um visto de turismo de 185 dólares.
E alternativas?
Para os adeptos sem bilhete, resta a animação das fan zones com ecrãs gigantes, instalados nas 16 cidades-anfitriãs do Mundial. A de Kansas City poderá receber até 25.000 pessoas para os seis jogos previstos na cidade e para outros, consoante o cartaz. Em Nova Iorque, o recinto do US Open de ténis será parcialmente transformado numa fan zone com capacidade para 10.000 espectadores entre 17 e 28 de junho. Mas, ao contrário dos restantes, a entrada será paga.
