O nome de Santiago Gallón Henao surgiu na investigação sobre a morte do defesa-central da seleção da Colômbia, abatido a tiro em Medellín dias depois de marcar um autogolo frente aos Estados Unidos, durante um jogo da fase de grupos do torneio disputado nesse país.
O crime abalou o mundo do futebol e a Colômbia, que atravessava uma das suas épocas mais violentas devido ao narcotráfico, após a morte, dois anos antes, de Pablo Escobar às mãos das autoridades, sem qualquer relação de parentesco com o jogador.
De acordo com relatos, Santiago Gallón Henao e o seu irmão Pedro David confrontaram e insultaram Andrés Escobar numa discoteca na noite do homicídio, a 2 de julho de 1994, apenas dez dias após o autogolo.
O motorista dos irmãos, Humberto Muñoz, admitiu ter disparado sobre o futebolista de 27 anos, alegadamente para proteger os seus patrões numa situação de perigo. Foi condenado a 43 anos de prisão em 1995 e saiu em liberdade em 2005, após beneficiar de uma redução da pena.
Petro afirmou na rede X esta sexta-feira que Santiago Gallón foi morto na quinta-feira no México e apontou-o como autor do crime contra o defesa, que na altura representava o Atlético Nacional.
Assassinado a tiro
Esse assassinato "destruiu a imagem internacional do país", afirmou o chefe de Estado de esquerda.
Uma fonte da Procuradoria de Toluca confirmou à AFP que Santiago Gallón foi morto a tiro num restaurante em Huixquilucan, município do Estado do México.
Segundo testemunhos de familiares, "dedicava-se à pecuária e ia reunir-se com pecuaristas" no local onde ocorreu o crime, acrescentou o responsável, que pediu anonimato.
Santiago e Pedro David Gallón foram investigados por encobrimento e passaram 15 meses na prisão sem nunca terem sido julgados.
Os irmãos foram incluídos em 2015 na lista negra do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por narcotráfico, sendo apontados como membros da Oficina de Envigado, uma organização criminosa herdeira do Cartel de Medellín de Pablo Escobar.
José Guillermo Gallón Henao, outro dos irmãos, foi extraditado para os Estados Unidos em 2011, acusado de manter negócios com o barão da droga mexicano Joaquín 'El Chapo' Guzmán.
