Walid Regragui levou Marrocos até às meias-finais do Mundial no Catar, em 2022, e esteve também no comando em janeiro, quando Marrocos perdeu a final da Taça das Nações Africanas, mas decidiu abandonar, alegando exaustão.
Mohamed Ouahbi vai assumir o cargo de selecionador. Foi ele quem orientou Marrocos na conquista do Mundial sub-20 no Chile, no ano passado. Tal como o Flashscore noticiou, Ouahbi vai contar com o apoio do português João Sacramento, antigo adjunto de José Mourinho, e Christophe Galtier, sem clube desde setembro, altura em que saiu do LASK, e também de Youssouf Hadji.
Regragui, de 50 anos, foi alvo de críticas por parte dos adeptos, apesar de um registo impressionante de 36 vitórias em 49 jogos, com oito empates e apenas cinco derrotas desde que assumiu funções em setembro de 2022.
Nesse período, Marrocos alcançou o melhor resultado de sempre de uma seleção africana no Mundial e estabeleceu um novo recorde mundial de vitórias consecutivas por uma seleção nacional – um total de 19 entre junho de 2024 e dezembro passado.
De acordo com vários relatos, Regragui já pretendia sair após Marrocos perder a polémica final da Taça das Nações frente ao Senegal em janeiro, numa competição que organizaram e em que esperavam pôr fim a 50 anos sem triunfos no campeonato continental.
O técnico afirmou que estava esgotado após quase quatro anos no cargo, mas foi convencido a adiar a decisão até que Marrocos encontrasse um sucessor.
Marrocos vai disputar dois jogos amigáveis internacionais ainda este mês, enquanto prepara a participação no Mundial, que começa em junho. A seleção marroquina vai defrontar o Equador em Madrid, a 27 de março, e o Paraguai em Lens, França, quatro dias depois.
No Mundial, Marrocos integra o Grupo C juntamente com o Brasil, Escócia e Haiti.
Numa mensagem dirigida a Regragui nas redes sociais, o capitão de Marrocos, Achraf Hakimi, escreveu: “Obrigado pelo trabalho incrível que realizou à frente da seleção marroquina. A sua liderança, paixão e visão inspiraram não só os jogadores, mas também todo um país e milhões de adeptos em todo o mundo.”
