"Sinceramente, não sou a favor do Mundial com 48 equipas, são demasiadas. Não vai aumentar a qualidade do jogo. Agora é mais difícil qualificar-se para o Mundial do que sair da fase de grupos. Este aumento fez com que o continente mais prejudicado fosse a Europa: recebemos apenas 3 vagas adicionais, um acréscimo marginal em comparação com os outros. É uma questão política e de dinheiro. Mais participantes significa mais receitas publicitárias e mais direitos televisivos", vincou Zbigniew Boniek, antigo avançado da Juventus e da Roma e atual vice-presidente da UEFA, convidado do programa Radio Anch'io Sport na Rai Radio 1.
Quanto às qualificações de Itália e Polónia para o Mundial-2026, Boniek é claro: "Não consigo imaginar que a Itália não vença a Irlanda do Norte em casa. Em teoria, o problema é o segundo jogo: um jogo a eliminar fora diante do País de Gales ou da Bósnia pode ser perigoso".
"Quanto à Polónia temos dois jogos equilibrados e complicados: primeiro com a Albânia em casa, depois eventualmente contra a Suécia ou a Ucrânia fora. Em teoria, somos favoritos, tal como a Itália", indicou.
