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Após o jogo da primeira mão, a direção do Vasco demitiu o técnico Fernando Diniz. Antes, a semana do clássico já teve capítulos conturbados, com o pedido de rescisão do capitão e camisola 10, Philippe Coutinho. Mas o que faria os vascaínos acreditarem na reviravolta este domingo?
O confronto tem 398 jogos, com 157 vitórias do Vasco, 115 empates e 126 triunfos do Fluminense. Desde 2001, nas últimas 18 partidas de mata-mata, os vascaínos comemoraram 9 vitórias, contra 4 dos tricolores. Cinco terminaram empatadas.

Na Taça do Brasil de 2025, na meia-final, o Vasco da Gama venceu a primeira partida por 2-1 e perdeu a segunda mão por 1-0, mas avançou para a final nos penáltis.
Excelente aproveitamento nos penáltis
O Vasco tem a segunda melhor campanha entre as equipas da Série A do Brasileirão quando o assunto é uma vaga decidida nos penáltis nos últimos 10 anos. Em 12 duelos, o Cruz-Maltino avançou em 9, tendo um aproveitamento de 75%. Dos últimos sete, ganhou todos.
Só o Corinthians supera o Vasco da Gama no mesmo período, com 17 vitórias e 5 derrotas em 22 decisões.

Momentos distintos em 2026
O Fluminense vive uma lua de mel com os adeptos e tem 16 vitórias seguidas em casa, recorde que durava desde 1942. Além disso, o Tricolor está qualificado para a fase de grupos da Libertadores, é o 5.º classificado no Brasileirão e foi o campeão da Taça Guanabara.
Já o Vasco atravessa um mar de tormentas. O que poderia ser um início promissor após o vice da Taça do Brasil e a sequência de trabalho com Fernando Diniz virou uma enorme dor de cabeça.
O trio responsável pelos golos foi embora: Rayan foi vendido ao Bournemouth; Vegetti assinou com o Cerro Porteño; e Philippe Coutinho pediu para sair.
Ataque de 100 milhões
As contratações ainda não devolveram o tamanho do investimento feito pela diretoria. No setor do ataque, o Vasco gastou mais de R$ 100 milhões (16,5 milhões de euros), contando as compras de Brenner, Marino Hinestroza e Andrés Gómez (R$ 30 milhões, cada), além de Claudio Spinelli (R$ 11 milhões).
Até agora, Andrés, Spinelli e Brenner marcaram apenas um golo cada, dos 13 feitos pela equipa em 2026. O colombiano Marino Hinestroza ainda não teve uma hipótese como titular e sempre sai do banco de suplentes na segunda parte.

Equipa sem treinador
Da equipa celebrada na Taça do Brasil à contestada no Campeonato Brasileiro, quando se livrou da despromoção na penúltima jornada, pouco ficou para 2026. A remontagem da trajetória ainda passa por um novo comandante. A semana terminou e a direção não conseguiu fechar com um treinador para substituir Fernando Diniz.
Tentou Marcelo Gallardo, que saiu do River Plate, mas ouviu que o técnico quer fazer uma pausa; conversou com Renato Gaúcho e não avançou; insiste com Artur Jorge, que está no Catar, sob contrato com o Al-Rayyan, mas ainda não convenceu o treinador português a romper o seu contrato.

Para piorar a situação do Vasco, a equipa voltou a ser o lanterna-vermelha do Brasileirão com a derrota com o Santos.
Ao adepto vascaíno, restam os números dos confrontos como alento em busca de uma luz ao fundo do túnel para chegar à final do Carioca, competição que o Vasco não vence desde 2016.
