As alternativas para a Finalissima entre Argentina e Espanha: Nova Iorque, Rabat... e Madrid

Koke frente a Lo Celso no último Espanha-Argentina, disputado no Metropolitano, em 2018
Koke frente a Lo Celso no último Espanha-Argentina, disputado no Metropolitano, em 2018GABRIEL BOUYS / AFP

A RFEF, a AFA, a UEFA e a CONMEBOL estão a trabalhar contra o tempo, perante a possibilidade de mudança de local da Finalissima, devido à guerra no Médio Oriente. O encontro, agendado para 27 de março, às 18:00, deveria disputar-se em Doha, mas o início do conflito suspendeu, pelo menos por agora, todos os eventos desportivos no Catar.

O evento depende diretamente das mais altas instâncias do país e estava incluído num pacote juntamente com outros cinco jogos (entre os quais o amigável Espanha-Egito), no chamado Qatar Football Festival.

Na verdade, existem contratos assinados com o país e seguros para eventuais imprevistos. Contudo, a segurança é prioritária e o facto de o conflito poder prolongar-se durante várias semanas faz com que a mudança de local seja uma hipótese que está em cima da mesa.

Londres e Miami fora das opções

Mas, que alternativas existem caso o jogo não se realize em Doha? Desde logo, duas candidatas estão excluídas. Uma delas é Londres, onde a Argentina venceu a última edição da Finalissima, ao derrotar a Itália por 3-0, já que Wembley vai receber dois jogos amigáveis nessas datas. Um Inglaterra-Uruguai no próprio dia 27, e um Inglaterra-Japão, no dia 31.

Existe a possibilidade de realizar-se noutros estádios da cidade, mas depois da catedral do futebol mundial, o recinto com maior capacidade é o Emirates, que acolhe 60.704 adeptos, um número talvez insuficiente para este evento.

Em Miami, por sua vez, o Hard Rock Stadium, casa do Inter Miami de Leo Messi, estará ocupado até 29 de março devido ao Masters 1000 de ténis, que decorre na cidade da Florida.

As principais candidatas

Deste modo, três cidades ganharam força nas últimas horas. Uma delas é Madrid. A capital espanhola já recebeu em 2018, à última hora, a final da Taça Libertadores, entre River Plate e Boca Juniors. O Santiago Bernabéu seria o palco de uma Finalissima, em que Espanha atuaria como anfitriã, pelo que seria necessário perceber como essa proposta seria recebida pela AFA. Ainda assim, caso Madrid seja escolhida, a numerosa comunidade argentina espalhada pelo país teria uma oportunidade única de se aproximar do coliseu branco para assistir ao jogo da sua seleção.

Outro obstáculo é o facto de, no mesmo dia 27 de março, realizar-se no Metropolitano um amigável entre Equador e Marrocos, o que obrigaria a avaliar como seria organizada a segurança. Curiosamente, o estádio do Atlético de Madrid acolheu o último amigável entre Espanha e Argentina, precisamente a 27 de março de 2018, encontro em que a seleção, então orientada por Julen Lopetegui, venceu por 6-1.

Nova Iorque também pode ser uma opção. O MetLife vai receber oito jogos do próximo Mundial e tem capacidade para 80.000 pessoas, número semelhante ao do Bernabéu.

Outra alternativa a considerar é Rabat. A capital marroquina foi palco da final da última Taça das Nações Africanas, em que o Senegal venceu a equipa anfitriã, e será uma das sedes do Mundial-2030. O estádio Príncipe Moulay Abdellah foi inaugurado em 2025 e tem capacidade para 70.000 espectadores.

No entanto, não se exclui que outra cidade possa entrar na corrida. A decisão deverá ser tomada nos próximos dias. Um duelo entre a campeã da Europa e a da América, cuja realização tornou-se mais complicada do que o previsto.