A estreia agridoce como titular no Real Madrid que Thiago Pitarch jamais esquecerá

Thiago Pitarch no jogo da sua estreia como titular pelo Real Madrid
Thiago Pitarch no jogo da sua estreia como titular pelo Real MadridGuillermo Martinez / NurPhoto / NurPhoto via AFP

Thiago Pitarch viveu na noite de segunda-feira, 2 de março, o dia com que todo jovem da formação sonha: estrear-se como titular na equipa principal. Se essa equipa é o Real Madrid e no Bernabéu, os holofotes ainda iluminam mais a sua figura. No entanto, não terminou como começou. E as suas estatísticas até nem são nada más.

Recorde as incidências do encontro

Uma hora e quarenta minutos antes de o jogo começar, foi oficializada a aposta de Arbeloa no jovem de Fuenlabrada, perante as múltiplas ausências no meio-campo. Já Xabi Alonso tinha visto algo especial nele, embora não lhe tenha dado a oportunidade que o seu sucessor no banco branco acabou por lhe conceder. E tudo começou de forma fantástica para o jovem.

Thiago Pitarch, com 18 anos e 211 dias, tornou-se o segundo jogador espanhol mais jovem a disputar um jogo da LaLiga no onze inicial do Real Madrid no século XXI. O recorde continua a pertencer a Javi García, ex-Benfica, que o conseguiu em 2004 frente ao Racing de Santander, com 17 anos e 314 dias.

O certo é que não se notou qualquer inexperiência no médio. Mais inclinado para o lado esquerdo, pediu a bola e não se intimidou perante a pressão, quer quando teve de sair a jogar desde a sua própria linha de fundo, quer quando se viu rodeado por três adversários e conseguiu segurar e proteger a bola até encontrar um colega livre. O Bernabéu deliciava-se com a sua qualidade e irreverência. E com a sua entrega, a mesma que lhe permitiu recuperar uma bola no último terço e lançar Vinícius isolado frente a Soria.

Mapa de passes de Thiago Pitarch frente ao Getafe
Mapa de passes de Thiago Pitarch frente ao GetafeGuillermo Martinez / NurPhoto / NurPhoto via AFP/ Opta by Stats Perform

Mas, depois de ultrapassado o meio da primeira parte, começou a participar menos no jogo, acompanhando a quebra de ritmo e intensidade dos seus colegas. Já na segunda parte, quando Arbeloa deu dez minutos aos titulares para tentarem resolver o impasse frente ao Getafe, ficou evidente que Thiago Pitarch seria um dos substituídos. Também Alexander-Arnold e Alaba saíram. Foi nesse momento que ouviu como a ovação inicial se transformou em assobios, e não apenas para os seus dois colegas mais experientes.

Arbeloa, consciente disso, abraçou-o e consolou-o quando se aproximou do banco. Mas ficou claro que Thiago nunca poderá esquecer esta estreia como titular, que começou tão bem e terminou com uma derrota dolorosa.

Dados promissores

No final, o internacional sub-19 terminou com uma precisão de passe, a sua maior virtude, de 89,4 % (42 em 47). Onze desses passes foram no último terço, zona onde também conseguiu criar uma grande ocasião que terminou com remate e intervenção de David Soria. Perdeu sete bolas e recuperou quatro. Com uma avaliação Flashscore de 7.0, foi o segundo melhor da sua equipa, apenas atrás de Arda Güler. Mas nem isso o livrou daquela sensação agridoce com que regressou a casa.