Atualmente considerado um dos melhores treinadores do mundo, depois do seu sucesso no PSG, Luis Enrique não viveu os melhores momentos no Celta de Vigo.
"Tive de me reinventar com a chegada do Luis Enrique. Começámos mal. Lembro-me que, metodicamente, compreender o próprio jogo, saber o que fazer, como e porquê, era complicado. O Luis Enrique estava a transformar-nos em autómatos, e disse-lhe que não éramos computadores", recordou Augusto Fernández no Offsiders.
"Para uma equipa que tinha acabado de evitar a descida, era complicado. Estávamos a passar por um mau momento no início, e percebia que não entendíamos, que tudo era forçado. Foi na 9.ª jornada que a equipa conseguiu uma vitória, seguida de três empates e cinco derrotas. Mas, pouco a pouco, a equipa foi evoluindo", acrescentou.
“Fui falar com o Luis e disse-lhe: ‘Mister, não percebemos. Assumiu uma equipa que se salvou da descida e não estamos a entender. Sinto que estamos a pensar no que temos de fazer no relvado, e mesmo assim estamos a voltar a cair'. Ele respondeu-me que a pressão estava sobre ele. Provavelmente já não se lembra disso. Disse-me para manter a cabeça fria, para manter o balneário focado, e que haveria um momento em que iríamos perceber. Conseguiu convencer-me", recordou o antigo avançado.
